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“Para ser genuíno e ter impacto precisa fazer sentido para a empresa”, diz Marina Peixoto sobre investir em ESG

Marina Peixoto, diretora executiva do Mover, deixou a Coca-Cola após quase 20 anos na empresa para se dedicar ao Movimento pela Equidade Racial. Desde junho do ano passado, ela lidera ações coordenadas com um grupo de 47 empresas em prol da pauta racial. “Diversidade e inclusão é uma pauta de engajamento, reputacional e de negócio”, explica.

De acordo com um estudo realizado pela Grant Thornton, 54% das empresas brasileiras pretendem investir em novos projetos focados em ESG (ambiental, social e governança, em português) já reconhecido no plano estratégico da companhia. A executiva dá alguns conselhos para as empresas que desejam investir em boas práticas. “Você vai falar de ambiental, mas sua cadeia produtiva está mesmo com eficiência? É sustentável? Porque senão vira greenwashing”.

Marina se refere ao artifício utilizado por algumas companhias para parecer que elas atendem à agenda ESG, porém na prática, isso não acontece. A empresa promove discursos, ações, campanhas afirmando ser ecologicamente correta, mas tudo não passa de aparência.

Recentemente, a Bloomberg estimou que as boas práticas devem atrair US$53 trilhões em investimentos até 2025. Para Marina, ao decidir investir em ESG a empresa deve escolher uma pauta que fale com a essência da companhia. “Todo mundo pode abraçar qualquer causa? Em teoria, sim. Mas para ser genuíno, para ter um impacto positivo, tem que falar com aquilo que faz sentido para cada empresa”, finaliza.