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O que é fascismo e antifascismo?

Após as últimas eleições presidenciais no Brasil e Estados Unidos, o termo “fascismo” passou a fazer parte do vocabulário popular, além de inundar as hashtags das redes sociais e dar vida a grupos de oposição. Mas muitos talvez não saibam o que estão querendo dizer ao chamar alguém - ou algum ato - de fascista.

O fascismo é um sistema, ou regime político e filosófico, antiliberal, imperialista e antidemocrático, centrado em um governo de caráter autoritário, representado por um partido único e a figura de um ditador. Ele é fundado na ideologia de exaltação dos valores da raça e da nação ao invés do indivíduo.

Entre seus princípios fundamentais estão o nacionalismo exacerbado, um Estado forte e soberano, certo misticismo quanto ao discurso e às ações do líder, uso da violência armada pelos seus apoiadores e um exército operante e influente.

A missão dos cidadãos nesse cenário passa a ser apenas servir, enquanto dos governantes, ditar regras. Apesar de, ironicamente, o fascismo necessitar do apoio popular para florescer.

Essa onda ganhou força no início do século 20 na Europa, fruto do fracasso de algumas democracias em se manterem alinhadas com o progresso da Revolução Industrial e o aumento do abismo social.

Trabalhadores rurais e suas famílias passaram a se amontoar nas cidades e a cruzar o oceano em busca de oportunidades. E aqueles que conseguiam trabalho no continente eram explorados, ou jogados nos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial.

Nos países devastados pelo pós-guerra, o resultado não poderia ser outro além de uma busca por novas respostas. E tensões sociais pareciam exigir políticas mais, digamos... firmes para colocar as coisas nos eixos novamente. Foi então aberta a brecha para cultivar a semente fascista em países como Alemanha e Itália.

Seguindo essa lógica, o antifascismo nada mais é do que o movimento de luta contrário. Os primeiros grupos surgiram justamente na Itália e Alemanha para combater os regimes de extrema-direita que começavam a emergir nas décadas de 20 e 30.

Hoje em dia esse movimento é mais aberto e seus membros se identificam como um grupo de extrema-esquerda anticapitalista, que visam a oposição a qualquer tipo de vertente extremista; seja o neonazismo, antissemitismo, racismo, nacionalismo étnico e outros ideais supremacistas.

A luta dos novos movimentos antifascismo visa também expor indivíduos e empresas que alimentam um sistema econômico considerado por eles fascistas. O que explica, por exemplo, a depredação de lojas e agências bancárias nos protestos recentes.

O vandalismo e a ferocidade nos atos são justificados como “dar o troco na mesma moeda”. Uma vez que o fascismo e as ideologias combatidas por eles pregam a doutrinação por meio do medo e da violência.

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