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Banco Mundial prevê desaceleração econômica 'brusca e duradoura'

O crescimento econômico mundial pode encolher em 2023 até ficar "perigosamente perto" da recessão, alertou o Banco Mundial (BM) nesta terça-feira (10), ao reduzir suas previsões devido à inflação elevada, ao aumento das taxas de juros e à invasão russa da Ucrânia.

Os economistas do órgão advertiram sobre o risco de desaceleração econômica global à medida que os países lutam contra o aumento dos custos e os bancos centrais simultaneamente elevam as taxas de juros para esfriar a demanda, o que, por sua vez, piora as condições financeiras em meio às perturbações provocadas pela guerra na Ucrânia.

As últimas previsões do BM apontam para uma "desaceleração brusca e duradoura", com um crescimento global de 1,7%, cerca de metade do previsto em junho, segundo o último relatório "Perspectivas da economia mundial".

"Estou muito preocupado com o risco de uma desaceleração persistente. Segundo nossas estimativas, o crescimento mundial entre 2020 e 2024 será inferior a 2%. Trata-se do crescimento mais fraco em cinco anos desde 1960", explicou o presidente do BM, David Malpass, durante coletiva de imprensa por telefone nesta terça-feira.

- Risco de recessão -

Este crescimento tão baixo, previsto para o ano em curso, é comparável apenas ao período de recessão induzida pela pandemia, em 2020, e pela crise financeira global de 2008-2009.

"Dadas as frágeis condições econômicas, qualquer novo acontecimento adverso [...] pode levar a economia mundial à recessão", advertiu o BM. Estes fatores incluem uma inflação acima do esperado, altas acentuadas das taxas de juros para conter os preços ou um retorno da pandemia.

Em economias avançadas, como os Estados Unidos, o crescimento provavelmente se desacelerará até 0,5% em 2023, 1,9 ponto abaixo das previsões anteriores. Enquanto isso, as previsões para a zona do euro são de estagnação.

Para a China, a expectativa é de um crescimento de 4,3% este ano, 0,9 ponto a menos do que o calculado em junho.

As perspectivas são "especialmente devastadoras para muitas das economias mais pobres, onde a redução da pobreza já se deteve", acrescentou o banco.

"Os países emergentes e em desenvolvimento enfrentam um período de muitos anos de crescimento lento, lastreado pela carga pesada da dívida e a fragilidade do investimento", alertou Malpass.

Embora os bancos centrais, incluindo o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, tenham elevado as taxas de juros no ano passado para conter o aumento dos preços, o fardo para as economias "se agravará" na medida em que as políticas surtirem efeito, de acordo com o BM.

"Os três principais motores do crescimento global - Estados Unidos, zona do euro e China - passam por uma fragilidade pronunciada, com repercussões adversas para as economias de mercado emergentes e em desenvolvimento", acrescentou o Banco Mundial.

Por enquanto, a inflação subiu devido à pandemia, às perturbações da oferta e, em alguns, casos às desvalorizações das moedas.

Embora se espere que diminua, a inflação permanecerá acima das taxas pré-pandêmicas, de acordo com o banco.

O crescimento fraco ainda não marca uma recessão, disse Ayhan Kose, diretor do grupo de pesquisas de Perspectivas do BM.

"No curto prazo, nos concentramos no risco de possíveis tensões financeiras, caso as taxas de juros subam ainda mais no mundo", disse à AFP.

Se isso acontecer e, além disso, a inflação persistir, "uma recessão mundial pode ser desencadeada", afirmou.

Entre as áreas mais prejudicadas está a África Subsaariana, que concentra cerca de 60% da extrema pobreza mundial. A expectativa é que o crescimento de sua renda per capita neste e no próximo ano seja de apenas 1,2%, em média, o que é "um ritmo que poderia fazer os índices de pobreza aumentarem, ao invés de diminuírem", segundo o BM.

- América Latina -

Na América Latina e no Caribe, o crescimento cairá de uma estimativa de 3,6% em 2022 para 1,3% em 2023 (0,6 ponto percentual a menos do que o previsto em junho), antes de uma recuperação de até 2,4% em 2024.

A desaceleração em 2023 se explicará "pelos esforços das autoridades monetárias da região para conter a inflação e os efeitos de contágio" da queda do crescimento global, segundo o BM.

Uma perspectiva de crescimento lento nos Estados Unidos e na China irá reduzir a demanda de exportações regionais em 2023 e afetar a alta dos juros americanos.

Os preços altos das commodities foram uma benção para a América Latina, mas espera-se que os mesmos caiam nos próximos dois anos, exceto para alguns combustíveis fósseis.

O Banco Mundial também prevê uma queda do crescimento das exportações da região, de uma expansão de 5,9% em 2022 para 3,6% em 2023.

As fontes internas de crescimento tampouco são dinâmicas. O investimento, que atua como um motor, está enfraquecido, em parte devido "à incerteza política doméstica na maioria das principais economias". O consumo será afetado, uma vez que os preços sobem mais rapidamente do que os salários em grande parte da região.

Para 2023, o Banco Mundial prevê que o Brasil cresça 0,8%; o México, 0,9%, a Argentina, 2%; a Bolívia, 3,1%; a Colômbia, 1,3%; a Costa Rica, 2,9%; a República Dominicana, 4,8%; Equador, Guatemala e Honduras, 3,1%; o Panamá, 4,5 %; o Paraguai, 5,2%; o Peru, 2,6%; e o Uruguai, 2,7%.

As únicas economias que não crescerão são as de Chile (-0,9%) e Haiti (-1,1%).

bys-el-erl/gm/yow/tt/mvv/lb/rpr