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Produção da indústria do Brasil tem em setembro 2ª queda seguida e mostra perda de ritmo

Fábrica de alimentos em São Paulo

Por Camila Moreira e Rodrigo Viga Gaier

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção industrial brasileira voltou a cair em setembro e encerrou o terceiro trimestre com perda de ritmo, em um segundo semestre marcado por dificuldades em meio a condições de crédito mais apertadas.

Em setembro, a produção da indústria teve queda de 0,7%, contra expectativa em pesquisa da Reuters de recuo de 0,6%. Em dois meses seguidos de resultados negativos, a produção acumula queda de 1,4%.

Os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que houve avanço de 0,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, contra expectativa de ganho de 0,7% na base anual.

Com isso, o setor fechou o terceiro trimestre com taxa negativa de 0,3% na comparação com os três meses de abril a junho, e ainda está 2,4% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e 18,7% aquém do nível recorde alcançado em maio de 2011.

O desempenho da indústria no segundo semestre, assim como do restante da economia, deve sofrer pressão dos efeitos defesados da elevação da taxa de juros no Brasil, bem como pela desaceleração da economia global, o que afeta a demanda.

“Podemos dizer que há uma redução no ritmo da produção industrial”, afirmou André Macedo, gerente da pesquisa, lembrando que nos últimos quatro meses até setembro, três apontaram perdas.

"Isso tem a ver com o menor impacto das medidas de incremento da renda. Tem ainda juros em elevação, inflação ainda alta, inadimplência alta, um mercado de trabalho com muita gente fora dele e com muita precarização da inserção no mercado", completou.

PERDAS

No mês de setembro, houve redução da produção em 21 dos 26 ramos industriais pesquisados. A maior influência negativa foi da indústria de produtos alimentícios, com queda de 2,9%; seguida pelos recuos de 7,6% em metalurgia e de 2,6% em coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis.

Entre as categorias econômicas, a fabricação de Bens Intermediários recuou 1,1% em setembro sobre o mês anterior, enquanto a de Bens de Consumo apresentou perda de 0,8% e a de Bens de Capital, de 0,5%.

"Daqui para a frente, nossa previsão é que o setor continue andando de lado ou até caia. Isso deve acontecer porque a indústria, assim como o restante da economia, passa a sentir mais fortemente os efeitos da elevação da taxa de juros neste segundo semestre, além de continuar sendo afetada pela desaceleração da economia global e pela queda de preços de commodities", disse Claudia Moreno, economista do C6 Bank.

(Por Camila Moreira)