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Zona do euro tem inflação recorde com alta nos preços de energia

·3 min de leitura
Alta dos preços de energia ajudaram a disparar a inflação na zona do euro (AFP/Paul ELLIS)

A inflação anual na zona do euro se situou em 5% em dezembro, seu nível mais elevado dos últimos 25 anos, devido à alta dos preços da energia - conforme estatísticas divulgadas nesta sexta-feira (7).

A agência europeia de estatísticas, a Eurostat, afirmou que não se registrava um valor tão alto desde quando começou a fazer este acompanhamento, em 1997.

Esta é a primeira estimativa da Eurostat para a inflação na eurozona em 2021, o que confirma a tendência provocada pelo forte aumento dos preços da energia nos 19 países que adotaram o euro como moeda.

De acordo com a Eurostat, os preços da energia subiram 26% em dezembro, muito acima de todos os outros componentes da inflação. Alimentos, álcool e fumo, por exemplo, tiveram uma alta de 3,2%, contra 2,2% registrados em novembro. Os bens industriais fecharam, por sua vez, com uma alta de 2,9% em dezembro, frente a 2,4% em novembro. Já o setor de serviços experimentou alta de 2,4% em dezembro, contra 2,7% no mês anterior.

- Acima das metas -

Em novembro de 2021, a inflação na zona euro já havia batido um recorde, situando-se em 4,9% interanual, em uma cadeia de aumentos que começou em agosto.

Estes números estão bem acima da meta do Banco Central Europeu (BCE), que busca uma inflação anual "próxima, mas inferior a 2%", nos países da zona do euro. Para a instituição monetária, no entanto, essa inflação é temporária e diminuirá em 2023.

No final de 2021, o BCE elevou significativamente suas projeções de inflação para a zona do euro, citando os preços da energia. Também mencionou as dificuldades nas cadeias de abastecimento, em um contexto de forte demanda.

Agora, o BCE trabalha com uma previsão de inflação de 3,2% em 2022, com retorno ao patamar de 2% apenas em 2023, em um horizonte que, nos últimos meses, não parou de se mover, sempre se afastando deste percentual.

- Pressão na Espanha -

Entre os principais países da zona do euro, Espanha (6,7%) e Alemanha (5,7%) registraram inflação mais alta do que a média europeia no mês passado. Na Itália (4,2%) e na França (3,4%), a inflação se situou abaixo, descreveu a Eurostat.

A inflação foi especialmente alta nos países bálticos, começando pela Estônia (12%) e pela Lituânia (10,7%). Os países que registraram os aumentos de preços mais moderados foram Malta (2,6%) e a Finlândia (3,2%).

Este quadro inflacionário se vê agravado pelas incertezas geradas pela rápida expansão da variante ômicron do coronavírus.

O analista Jack Allen Reynolds, da consultoria Capital Economics, disse, no entanto, confiar em um recuo na pressão dos preços de energia.

"A inflação na zona do euro deve cair este ano, devido à queda no componente energético", afirmou.

Também otimista, Bert Colijn, analista do banco ING, comentou que os 5% registrados pela Eurostat são, de fato, "um número histórico, mas podemos esperar ver taxas de inflação mais baixas a partir de agora".

ahg-bur/pc/tt

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