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Zona do euro registra aumento da atividade empresarial e espera evitar recessão

A atividade empresarial na zona do euro cresceu em janeiro pela primeira vez em seis meses, segundo uma pesquisa do PMI, resultado que fortalece as expectativas de que a Europa evitará cair em recessão.

O índice PMI do S&P Global Flash, baseado em pesquisas com empresas, subiu para 50,2, depois de marcar 49,3 em dezembro. Nesse índice, um número maior que 50 indica aumento da atividade econômica.

A economia europeia resiste ao embate das consequências negativas da guerra na Ucrânia. Desde novembro a escalada da inflação desacelerou, com uma melhoria da situação das cadeias de abastecimento e a recente abertura da economia chinesa.

"As chances de ver a zona do euro sair da recessão parecem estar se formando, com os últimos dados instantâneos do PMI mostrando uma estabilização da economia da região em janeiro", disse o economista-chefe da S&P Global, Chris Williamson.

O economista da consultoria Capital Economics, Andrew Kenningham, destacou que é "o terceiro aumento consecutivo de melhora e apresenta evidências de que a região por enquanto evitou a drástica recessão que nós e muitos outros havíamos previsto".

Até apenas três meses atrás, os analistas econômicos eram praticamente unânimes em projetar uma contração da economia europeia, principalmente devido ao impacto da guerra na Ucrânia.

- Golpe mais fraco que o esperado -

Durante quase todo o ano de 2022, a inflação bateu recordes, numa tendência que ativou o alarme.

A economia europeia projetava timidamente uma recuperação após o impacto devastador da pandemia de coronavírus, mas foi atingida pela inflação persistente e pelo aumento sustentado dos preços da energia ao consumidor.

Para o economista Bert Colijn, do banco ING, a leve recuperação contou com um mês de dezembro menos frio do que o esperado e isso permitiu a reconstituição das reservas de gás nos países europeus.

Williamson, por sua vez, observou que o resultado representa "boas notícias que sugerem que o golpe será muito menos severo do que o previsto anteriormente e que uma recessão parece ter sido evitada".

Por outro lado, ele alertou que "de forma alguma" isso significa que a economia europeia desfruta de um céu limpo.

O alerta de Williamson está alinhado ao alerta formulado há uma semana no Fórum de Davos pelo comissário europeu para a Economia, Paolo Gentiloni, sobre um "crescimento moderado" no ano de 2023.

Segundo Gentiloni, o cenário ainda é marcado pela continuação da guerra na Ucrânia, fator que ainda pesa na economia do bloco.

Na mesma semana, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse que a região poderia registrar uma "pequena contração" em vez de uma recessão completa.

A Comissão Europeia publicará os dados da economia do quarto trimestre de 2022 nesta terça-feira.

Em setembro do ano passado, projetou o crescimento do PIB de 0,3% para 2023, contra 3,2% registrados em 2022 e 5,3% em 2021.

bur-ahg/pc/aa