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Zigbee Alliance: saiba mais sobre o consórcio que padronizará casas inteligentes

Claudio Yuge

Quando falamos sobre produtos para novas tecnologias, especialmente para Internet das Coisas (ou IoT, na sigla em inglês) e casas inteligentes, ainda esbarramos em “detalhe” que parece pequeno, mas que pode ocasionar uma grande dor de cabeça para consumidores em todo o mundo: a padronização na comunicação entre os produtos.

É pensando nisso que gigantes como a Google, Apple, Amazon e outras companhias menores (como IKEA, Samsung SmartThings, Schneider Electric, Silicon Labs, Somfy) anunciaram em dezembro último a sua adesão à Zigbee Alliance, que pretende criar um único modelo de diálogo virtual para smart homes. A ideia é simplificar as coisas, para que tudo possa ser conectado, independente dos sistemas ou fabricantes.

E agora, o consórcio começa a divulgar mais informações de como ele funcionará.

Imagem: Reprodução/PPLWare

A base do projeto é o Protocolo da Internet, o famoso IP. Toda a “conversa” entre os aparelhos deve acontecer via Wi-Fi até WiFi 6 (802.11/a/b/g/n/ac/ax) e Bluetooth 5.0. Os componentes individuais também devem se conectar através dos cabos LAN clássicos, seja por Ethernet e ou rede de telefonia móvel. Assim, segundo a Zigbee, futuramente será possível comprar quaisquer tipo de equipamento sem se preocupar com os padrões — pois eles funcionariam da forma que você mais prefere.

Ainda não veríamos apenas um painel integrado para operar todas a marcas em uma só frente. Mas já poderíamos observar a Alexa, a Siri e o Google Assistente interagindo com naturalidade, segundo exemplo do próprio grupo.

Como vai funcionar?

O conglomerado Z-Wave, que reúne as companhias em torno da Zigbee Alliance, deve utilizar algumas das plataformas disponíveis para padronizar seus atuais e novos produtos. São elas:

  • Zigbee: plataforma para desenvolvedores e usuários, que promove interoperabilidade nos sistemas Amazon Echo Plus, Samsung SmartThings, Signify, entre outros;
  • Dotdot: linguagem que poderá ser usada por todos os participantes, para que todos consigam realizar as ações de maneira uniforme;
  • Green Power: recurso que permite a otimização do uso de baterias em casas inteligentes, especialmente na comunicação com dispositivos sem fio;
  • Smart Energy: gerenciamento, monitoramento, controle, informação e automação na entrega de energia e abastecimento de água;
  • JupiterMesh: rede industrial de IoT sem fio de baixo consumo de energia e com taxas de dados flexíveis, que permite a comunicação entre bairros e áreas de campo para empresas de serviços públicos e municípios que implementam soluções de rede e cidade inteligentes;

Como dá para notar, são várias frentes com soluções que podem cobrir as principais e atuais demandas para implantação de smart homes e até mesmo indústrias inteligentes 4.0.

Mas há dois aspectos que podem barrar o sucesso dessa iniciativa: a ausência de retrocompatibilidade, já que essa padronização deve demorar a vingar e muita gente ainda vai utilizar os modelos antigos enquanto isso não acontece; e questões envolvendo privacidade e segurança de dados, lembrando que muitos usuários ainda não se sentem confortáveis em compartilhar informações sobre seus lares.

E quando isso deve chegar ao mercado?

Com a chegada da quinta geração de internet móvel, o 5G, muitos dos aparelhos de IoT e a própria comunicação com prédios inteligentes devem aumentar substancialmente. A combinação de diferentes produtos e fabricantes em um só padrão pode levar a um verdadeiro boom no mercado doméstico inteligente — por isso, há uma certa urgência nas definições da Zigbee Alliance.

O Z-Wave anunciou que abrirá as especificações de seu protocolo até o terceiro trimestre de 2020. Isso tornará o padrão para automação residencial disponível para ser usado por códigos abertos. Os primeiros produtos provavelmente virão dos três principais fornecedores (Google, Apple e Amazon). Então, é possível que tenhamos novidades a respeito até o final deste ano.

Fonte: Canaltech

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