Mercado fechado

Zezé Motta conta que precisou de terapia após filme: "Parceiros citavam Xica no sexo"

Giselle de Almeida
·2 minuto de leitura
A atriz Zezé Motta. Foto: reprodução/Instagram/zezemotta
A atriz Zezé Motta. Foto: reprodução/Instagram/zezemotta

Protagonizar “Xica da Silva” (1976) foi um marco na carreira de Zezé Motta, mas também em sua vida pessoal. A atriz lembra que as cenas sensuais do filme marcaram tanto o imaginário masculino na época que as pessoas - inclusive seus parceiros sexuais - passaram a confundi-la com a personagem. A saída encontrada por ela foi fazer terapia para lidar com essas questões.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Google News

“Fui percebendo que era uma fantasia transar com a Xica da Silva porque tinha essa carga forte do filme, da personagem que dançava nua e que enlouquecia os homens. Meus parceiros sexuais tinham uma expectativa de que eu fosse a Mulher-Maravilha na cama”, contou ela ao jornal “Extra”.

Leia também:

Segundo Zezé, seus parceiros “sempre citavam a Xica antes, durante ou depois do sexo”. “Eu me lembro que eu tive um que falou: ‘Quando um filme se torna realidade’. Eu me senti no dever de ser a Mulher-Maravilha na cama. Então, eu ficava muito mise-en-scène e esquecia do meu prazer porque não podia decepcionar. Fui parar na análise, claro! Foi muito louco!”, lembrou.

A atriz até passou por uma situação de assédio ao ser reconhecida por um motorista de táxi. “Eu usava minissaia... Ele estava colocando a mão na minha coxa e furando todos os sinais. Fiquei em pânico. A minha sorte é que, chegando em Copacabana, teve um sinal que tinha um guarda, e ele respeitou e parou. Eu fiquei tão em pânico que só abri a porta do carro e saí correndo”, disse.

Dona de uma extensa carreira na dramaturgia, a veterana de 76 anos falou ainda sobre as dificuldades no início da profissão, quando dificilmente contracenava com outra atriz negra. “Me incomodava ter os mesmos papéis em novela. A gente fazia as serviçais. Não tenho o menor problema em fazer a empregada doméstica, desde que ela faça parte da trama, não fique a reboque dos outros personagens. Eu ficava muito frustrada, pensava, fiz curso de arte dramática no Tablado para abrir porta, fechar porta, servir cafezinho, dizer ‘sim senhora’, ‘não senhora’?”, afirmou.

Assine agora a newsletter Yahoo em 3 Minutos

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Instagram, Facebook, Twitter e YouTube