Mercado fechado
  • BOVESPA

    117.669,90
    -643,33 (-0,54%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.627,67
    -560,48 (-1,16%)
     
  • PETROLEO CRU

    59,34
    -0,26 (-0,44%)
     
  • OURO

    1.744,10
    -14,10 (-0,80%)
     
  • BTC-USD

    60.439,80
    +1.798,83 (+3,07%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.235,89
    +8,34 (+0,68%)
     
  • S&P500

    4.128,80
    +31,63 (+0,77%)
     
  • DOW JONES

    33.800,60
    +297,03 (+0,89%)
     
  • FTSE

    6.915,75
    -26,47 (-0,38%)
     
  • HANG SENG

    28.698,80
    -309,27 (-1,07%)
     
  • NIKKEI

    29.768,06
    +59,08 (+0,20%)
     
  • NASDAQ

    13.811,00
    +63,25 (+0,46%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7625
    +0,1276 (+1,92%)
     

Zema decreta lockdown em duas regiões de Minas com cenário de colapso

FERNANDA CANOFRE
·3 minuto de leitura

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - O cenário de estrangulamento na saúde em regiões de Minas Gerais levou o governo Romeu Zema (Novo) a criar uma nova fase no plano que orienta a flexibilização de atividades, com adesão obrigatória para os municípios, e medidas de lockdown para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. Duas regiões do estado já entrarão na nova fase, que tem vigência de 15 dias, a partir desta quinta-feira (4): a região Noroeste, que tem como pólo Patos de Minas, e a região Triângulo Norte, cujo pólo é Uberlândia. Ao todo, as duas somam 60 municípios. Até agora, o plano que orientava protocolos de flexibilização durante a pandemia tinha três ondas –vermelho (a mais rígida), amarelo e verde— e passou por duas modificações desde a criação, a última delas, no início do ano.A adesão ficava a critério dos prefeitos. Entre as medidas restritivas da onda roxa, fase criada agora, estão o fechamento do comércio não essencial, a autorização de circulação de pessoas apenas para atividades essenciais, a imposição de toque de recolher entre 20h e 5h, a suspensão de cirurgias eletivas, a proibição de reuniões presenciais, mesmo para pessoas da mesma família que não morem juntas, o uso obrigatório de máscaras em todo espaço público ou de uso coletivo e a instalação de barreiras sanitárias. Durante o anúncio das novas medidas, Zema disse que Minas não viveu a desassistência vista em outros estados durante a pandemia, mas que o cenário nas regiões que entrarão na onda roxa será de colapso, caso a curva da pandemia permaneça. Alguns municípios já tiveram que transferir pacientes para outras regiões. “Estamos falando de colapso da rede de saúde na região, não é problema municipal mais”, afirmou, explicando porque a medida é impositiva e não mais a critério das prefeituras. “Ver pessoas chegando com falta de ar ao hospital e não conseguir dar atendimento é cena de horror, e nós não queremos que isso aconteça em Minas Gerais. A medida é temporária, vale por 15 dias, é pontual e regional.” Segundo o boletim epidemiológico desta quarta, o estado registrou 18.872 mortes e 893.645 casos, em quase um ano de pandemia. Em 24 horas, foram confirmados 6.565 casos novos e 227 mortes. Minas está com 74% dos leitos de UTI públicas ocupados, 37,2% com casos relacionados ao novo coronavírus –o estado não divulga leitos reservados para Covid-19, apenas o número total. Nas duas regiões na onda roxa, segundo o governo, a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid é de 85%. Outras três regiões de Minas, que hoje se encontram na onda vermelha, estão sendo observadas e podem ser colocadas na roxa, caso os indicadores apontem para isso. A região Centro, onde está Belo Horizonte, ainda não está entre elas, mas é acompanhada diariamente, segundo o governo. A previsão inicial, como antecipado na Folha de S.Paulo, era de que Zema decretaria lockdown em quatro regiões do estado, abrangendo cerca de 220 municípios. Prefeitos que quiserem ser colocados sob a nova fase de lockdown podem fazer solicitação à Secretaria Estadual de Saúde. Segundo o secretário da pasta, Carlos Eduardo Amaral, entre os indicadores que determinaram a inclusão das regiões na onda roxa estão taxa de ocupação de leitos, o risco de desassistência, a taxa de incidência de casos e surtos, a taxa de óbitos, entre outros. Em Uberlândia, onde a ocupação da rede municipal atingiu 100%, 150 pacientes aguardavam leitos de enfermaria e 203 de UTI, nesta quarta. A prefeitura já havia adotado medidas como toque de recolher e lei seca, tentando conter a transmissão do vírus, e encaminhou ofício aos governos estadual e federal pedindo atenção especial. Na segunda, o prefeito Odelmo Leão (PP) se manifestou nas redes sociais dizendo que a situação atual é a pior de todas já vividas e que estava pedindo a transferência de pacientes a outros municípios. "A gente pediu, a gente apelou para que todos compreendessem o momento que vivíamos, para que não chegássemos a essa situação. Infelizmente, muitos não ouviram e duvidaram desta doença”, escreveu ele.