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Zé Roberto faz apelo pelo time de Barueri: "Peço socorro porque não vou aguentar mantê-lo por muito tempo"

·4 min de leitura

RIO — O time de Barueri, cujo projeto é do técnico a seleção brasileira feminina José Roberto Guimarães, têm sobrevivido graças a ele e sua família. Desde o ano passado, quando o time sofreu calote do São Paulo, é o treinador quem arca com os salários das atletas.

O time de futebol negociou a dívida e paga valor inferior ao que foi acordado na temporada passada em 20 parcelas. Mas, mesmo com o final desta parceria e sem apoio, o time de Barueri disputará a Superliga 2021/2022.

Zé Roberto faz apelo para não fechar as portas:

— Eu peço socorro porque não vou aguentar mantê-lo por muito tempo — diz Zé Roberto, que garante que sua equipe disputará a competição até o final. — É uma questão de honra, nem que eu tenha que vender algo. Elas têm famílias, compromissos e não posso deixá-las na mão e não cumprir o que foi combinado.

Zé Roberto chegou a fazer apelo na televisão, durante as finais do Campeonato Paulista.

Seu time ficou com a prata ao ser derrotado pelo favorito Osasco.

Após suas declarações, torcedores do vôlei, incluindo de times rivais, iniciaram campanhas online para ajudá-lo. Desde então suas atletas são chamadas de "Chiquititas".

— Sou otimista porque essas jogadoras atuarão na elite do vôlei e porque há pessoas sendo solidárias mesmo nesta fase em que vivemos. Eu agradeço muito a essa corrente criada para nos ajudar. Essa solidariedade. Isso no Brasil é lindo demais — afirma o treinador que também se diz apreensivo. —Será que vamos conseguir? Será que vão nos apoiar?

O treinador disse que tem se reunido com empresas mas que ainda não fechou nenhum patrocínio.

Os poucos apoiadores ajudam com permutas de uniforme (Hummel) e cuidados de saúde (Prevent Senior). Ele é dono do centro de treinamento onde o time treina.

Como Barueri é filiado ao Comitê Brasileiro de Clubes, consegue ajuda para pagar a estadia das atletas nas viagens. Além disso, parte das passagens aéreas são fornecidas pela Confederação Brasiliera de Vôlei.

— Este é um projeto lindo, que visa não só transformar meninas em jogadoras de vôlei e, sim, transformar vidas. Nem todas serão atletas da seleção, mas que sejam mulheres empoderadas, respeitas e cidadãs. É um projeto com cunho esportivo e também de inclusão social. Tem consistência legal, seriedade e lisura. Não é só esporte, tem tanto apelo por trás... Descobrimos nosso DNA que é investir nas meninas mais jovens.

Além do time adulto, o projeto tem três times de categorias de base (sub-17, sub-19, sub-21). Ele explica que para estas equipes consegue investimento via Lei de Incentivo ao Esporte mas que há regras para o uso da verba. Por isso, não consegue parcerias nestes moldes para pagar o salário das atletas do adulto.

Segundo Zé Roberto, todos os anos consegue aproveitar meninas da base no time adulto. Mas, também todos os anos perde atletas do adulto para times rivais. Em duas temporadas, dez meninas foram contratadas por times da elite.

— Queria manter as jogadoras por aqui por algum tempo, uns cinco anos. Mas não conseguimos porque não temos como concorrer em termos de salários. Se mantivéssemos essas meninas juntas, nosso time faria frente às principais equipes do Brasil — diz ele, que continua:— Trata-se também da sobrevivência da própria modalidade, uma vez que algumas destas atletas estarão em Paris-2024 e Los Angeles-2028.

Competição

A Superliga feminina começa nesta quinta-feira com uma partida entre Brasília e Maringá, às 17 horas (com transmissão do Canal Vôlei Brasil). E assim como o masculino terá 12 equipes e público nas arquibancadas já na rodada incial.

A liberação seguirá o menor percentual entre as cidades-sede – no momento, Uberlândia (MG), com autorização para ocupação de 20% da capacidade do ginásio. As regras e controle são as mesmas do masculino e os clubes têm a responsabilidade e cumprir as exigências sanitárias de cada município.

Os times mineiros continuam com elenco fortes. O Minas manteve a base com Carol Gattaz, Macris, Thaisa, Léia, Pri Daroit e Danielle Cuttino e trouxe a turca Neriman Ozsoy. É a primeira vez que uma jogadora turca participa da Superliga.

O Praia Clube, que ganhou o Mineiro, a Supercopa e o Sul-americano, tem Carol, Anne Buijs, Claudinha, Suelen, as irmãs dominicanas Brayelin Martínez e Jineiry Martínez, além de Walewska.

Outras forças são o time de Osasco com Fabíola, Tifanny, Camila Brait, Michelle, Adams e Tandara, que ainda não foi julgada no caso de doping nos Jogos de Tóquio.

E o Bauru, com Adenísia, Danis Lins, Drussyla, americana Nia Reed.

Flamengo e Fluminense disputam o torneio mas não figuram entre as maiores forças.

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