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YouTube vai remover fake news sobre vacinas do coronavírus

Felipe Demartini
·3 minutos de leitura

O YouTube anunciou nesta semana que vai começar a remover fake news sobre vacinas do coronavírus, estendendo também a esse tipo de conteúdo as regras que já existiam sobre manipulação política, teorias da conspiração e demais publicações de caráter mentiroso. Basicamente, todo conteúdo que contrariar o consenso científico de autoridades de saúde locais ou da Organização Mundial de Saúde (OMS) estará sujeito a retirada.

Anteriormente, as regras relacionadas às fake news sobre o novo coronavírus incluía, no que toca as vacinas, apenas um tópico contra conteúdos que informem sobre possíveis curas ou remédios milagrosos para combater o vírus, que ainda não existem. Agora, as normas abrangem também as famosas teorias de que os medicamentos são um mecanismo de controle ou voltados para matar a população, entre outros exemplos absurdos que, sabemos, circulam bastante por aí.

De acordo com o YouTube, as novas regras vêm, justamente, na aproximação do lançamento das vacinas, como uma forma de garantir que as informações veiculadas na plataforma sejam legítimas. A empresa também afirma que os materiais que não necessariamente violarem as normas, mas que passarem perto disso ou tenham sido criados como forma de disseminar o alarmismo terão seu alcance e recomendações reduzidos, de maneira a evitar a desinformação e controlar o avanço de notícias falsas.

Essa é uma necessidade presente, principalmente depois que um estudo do Instituto de Pesquisas Oxford, em parceria com a Reuters, encontrou mais de 20 milhões de compartilhamentos de vídeos desinformativos sobre o coronavírus, postados no YouTube e disseminados amplamente pelas redes sociais. O número é maior do que a audiência combinada das maiores redes de televisão dos EUA. Por outro lado, o total de remoções é de cerca de 8,1 mil conteúdos, que o estudo afirma ser menos de 1% de todas as postagens sobre o coronavírus feitas desde o início da pandemia e um montante bem abaixo do ritmo de fake news existente na plataforma.

As novas regras, enquanto isso, chegam para reforçar uma postura já existente do YouTube no que toca o movimento antivacina, por exemplo, com publicações desinformativas desse tipo já sendo sujeitas à remoção desde meados do ano passado. Tais conteúdos ganharam força na aproximação dos medicamentos para imunizar a população contra o novo coronavírus, o que leva a plataforma a criar normas específicas relacionadas ao seu combate contra desinformação especificamente sobre a pandemia, ainda que elas sejam redundantes em relação a outros tipos de regras já existentes.

Os números oficiais mostram que os vídeos removidos do YouTube mais do que dobraram durante a pandemia, com mais de 11 milhões de postagens retiradas do ar entre abril e junho de 2020. Entretanto, os dados relacionados às fake news sobre o coronavírus não aparecem na listagem da plataforma, com a maior parte das retiradas (33,5%) estando relacionadas a questões de segurança infantil. O Brasil ocupou a terceira colocação entre os países com maior número de remoções, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.

Como sempre, o YouTube recorre a seu algoritmo automatizado para identificar as fakes news, mas também pede a ajuda da comunidade, que pode realizar denúncias e indicar aos times de moderação os conteúdos que acreditam estarem disseminando fake news. A plataforma cita seus usuários como parte integrante dessa engrenagem, mesmo ponderando que a maioria dos materiais removidos serem identificados a partir de seus algoritmos, que podem acabar gerando alguns falsos positivos.

Fonte: Canaltech

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