Mercado fechado
  • BOVESPA

    114.647,99
    +1.462,52 (+1,29%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.798,38
    +658,14 (+1,26%)
     
  • PETROLEO CRU

    82,66
    +1,35 (+1,66%)
     
  • OURO

    1.768,10
    -29,80 (-1,66%)
     
  • BTC-USD

    60.903,89
    +273,81 (+0,45%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.464,06
    +57,32 (+4,07%)
     
  • S&P500

    4.471,37
    +33,11 (+0,75%)
     
  • DOW JONES

    35.294,76
    +382,20 (+1,09%)
     
  • FTSE

    7.234,03
    +26,32 (+0,37%)
     
  • HANG SENG

    25.330,96
    +368,37 (+1,48%)
     
  • NIKKEI

    29.068,63
    +517,70 (+1,81%)
     
  • NASDAQ

    15.144,25
    +107,00 (+0,71%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3297
    -0,0741 (-1,16%)
     

YouTube finalmente começará a banir desinformação sobre vacinas

·3 minuto de leitura

Para combater o fluxo de desinformação e incentivos ao movimento antivacinas, o YouTube reforçou nesta quarta-feira (29) a regra que proíbe vídeos sobre supostos perigos ou neguem o funcionamento dos imunizantes. A plataforma também vai banir contas relacionadas a movimentos antivacina.

O site de vídeos já havia removido vídeos antigos, em 2019, que iam contra a eficácia de vacinas e voltou a tomar essa atitude em outubro de 2020, quando começou a crescer uma tendência de questionamento quanto aos imunizantes de combate à Covid-19. De lá para cá, foram mais de um milhão de vídeos excluídos, mas os perfis continuaram a produzir conteúdos duvidosos.

A maior plataforma de vídeos gravados do mundo aperta o cerco aos antivacinas (Imagem: Reprodução/YouTube)
A maior plataforma de vídeos gravados do mundo aperta o cerco aos antivacinas (Imagem: Reprodução/YouTube)

A nova política não se restringirá apenas às informações sobre a atual pandemia, mas também sobre vacinas contra a gripe e HPV e até a tetravalente (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Esta última, por exemplo, é falsamente acusada de causar autismo, mesmo com milhões de crianças vacinadas nos últimos 50 anos. Outro rumor popular no site de vídeos é o que a vacina contra a gripe seria responsável por infertilidade.

Esse tipo de boato sem qualquer comprovação científica será limado dos servidores do YouTube. A plataforma ainda permitirá vídeos com pessoas que falem sobre suas experiências com a vacinação, mesmo que seja negativa — a remoção só ocorrerá se elas demonstrarem um padrão de "promoção de desinformação". As diretrizes permitirão vídeos com críticas a vacinas se elas forem provenientes de especialistas médicos e parte de estudos clínicos.

Perfis deletados

Os perfis acusados de promover desinformação serão deletados com seus vídeos. Segundo um porta-voz do YouTube, em entrevista ao The Verge, os canais devem se juntar a outros de figuras importantes já encerrados nos últimos meses: o médico Joseph Mercola, o Fundo de Defesa da Saúde das Crianças, Erin Elizabeth e Sherri Tenpenny devem ser removidos.

Muitos dos envolvidos fazem parte da Disinformation Dozen (Os doze da desinformação, em tradução livre), grupo identificado pelo Center for Countering Digital Hate como responsável pela maior parte das mentiras disseminadas nas redes sociais. Aqui no Brasil, muitos influenciadores digitais usam como base os argumentos dessa organização para também espalharem rumores sem fundamento.

Em sua política, o site recomenda que as pessoas se informem apenas em páginas de órgãos confiáveis, como da Organização Mundial da Saúde, autoridades sanitárias locais e organizações de renome que atuem na produção vacinal ou no combate a enfermidades.

Vacinação no Brasil

Por enquanto, o YouTube não se manifestou sobre eventuais perfis de brasileiros afetados pela guinada na política da plataforma. O fato é que toda pessoa que use seu canal para espalhar informações falsas ou incertas sobre a vacinação pode sofrer as sanções.

O movimento antivacinal também cresce por aqui, com quedas históricas no índice de vacinação de crianças e possibilidade de retorno de doenças consideradas erradicadas até então. O índice de vacinação brasileiro regrediu, no ano passado, a taxas de cobertura similares a dos anos 1980, conforme publicado pelo portal UOL, mesmo com a obrigação legal prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos