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Yellen diz que planos pós-crise vão migrar para infraestrutura e impostos

Howard Schneider
·2 minuto de leitura
A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen. 04/01/2019. REUTERS/Christopher Aluka Berry.

Por Howard Schneider

WASHINGTON (Reuters) - A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse que a economia norte-americana permanece em crise devido à pandemia, mas ainda assim defendeu planos para futuros aumentos de impostos para custear novos investimentos públicos.

Yellen falou em uma audiência do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados, que visava discutir a recuperação do país da recessão desencadeada pelo coronavírus, mas se transformou em uma discussão sobre prioridades muito além do tema proposto.

Os membros republicanos do Comitê confrontaram Yellen e o chair do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, em questões como planos para inserir mudanças climáticas na regulação financeira e questionaram especificamente Yellen sobre como os EUA podem estar simultaneamente em crise e saudáveis a ponto de se considerar aumento de impostos.

O buraco imediato permanece profundo, disse Yellen, com "um enorme problema de desemprego" após a perda de postos de trabalho devido à pandemia.

"Mas, uma vez que a economia esteja forte novamente, o presidente Biden provavelmente vai propor que nos envolvamos em planos de longo prazo para abordar deficiências de investimento de longa data... em infraestrutura, investimento para enfrentar o risco climático, investimentos em pessoas, pesquisa e desenvolvimento, manufatura", disse ela. "É preciso pagar por eles."

Uma possibilidade é elevar a alíquota do imposto sobre as empresas de volta ao patamar de 28% e corrigir o chamado "global race to the bottom" --fenômeno que ocorre quando a competição entre comunidades resulta no progressivo desmantelamento dos padrões de regulação existentes.

A audiência foi a última aparição trimestral da secretária do Tesouro e do chair do Fed para um balanço da resposta econômica contra o coronavírus, mas as sessões ficaram cada vez mais abertas a outros assuntos, com membros questionando desde o papel da China no Fundo Monetário Internacional (FMI) às regras de contabilidade.

No ambiente econômico geral, Powell minimizou as preocupações de alguns parlamentares sobre a possibilidade de uma inflação futura, já que a política monetária acomodatícia do banco central dos EUA coincide com a reabertura econômica que deverá desencadear o crescimento econômico mais forte desde os anos 1980.

"Esperamos que a inflação suba ao longo do ano", mas não será "nem particularmente ampla, nem persistente", disse Powell a membros do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, após alguns parlamentares se mostrarem preocupados com a alta dos preços.

"Temos as ferramentas para lidar com isso" caso se torne um problema, disse Powell.

Na quarta-feira, Yellen e Powell devem comparecer ao Comitê Bancário do Senado.

(Por Howard Schneider)