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XP tira executivo da Genial para novo negócio de wealth services

Cristiane Lucchesi

(Bloomberg) -- A XP, maior corretora do Brasil, tirou Vinicius Madeira da Genial Investimentos para chefiar o time comercial de seu novo negócio de wealth services.

“Madeira tem conhecimento do business e relacionamento com muitos gestores de fortunas para nos ajudar em nossos planos de expansão”, disse Leon Goldberg, chefe de relacionamento institucional com gestoras da XP, em entrevista.

Desde sua oferta inicial de ações em dezembro, a XP tem “muito dinheiro em caixa” para expandir e tirar executivos de seus concorrentes, disse Goldberg. Em abril, lançou o negócio de wealth services para fornecer infraestrutura tecnológica e administrativa, além de produtos de investimento de sua plataforma, para gestores de fortunas, family offices e multifamily offices.

Madeira vinha tendo contato direto com muitos provedores de serviços de private banking nos últimos dois anos e meio como chefe de B2B da Genial, a corretora e braço de gestão de fundos e fortunas do Brasil Plural, banco de investimentos com sede em São Paulo. Ele iniciou sua carreira em 2004 como gerente de relacionamento no Banco Itaú e trabalhou no Banco Votorantim antes de ingressar na Genial em outubro de 2017.

Com R$ 8,1 bilhões em caixa, a XP está contratando para ganhar participação de mercado de gestão de fortunas. O total de ativos no setor de private banking no Brasil caiu 6% desde dezembro, para R$ 1,23 trilhão, segundo a Anbima, a associação do mercado de capitais.

A XP começou a desenvolver sua plataforma de wealth services em meados do ano passado, e o negócio agora tem 24 funcionários e cerca de 40 clientes, incluindo os family offices brasileiros Quadrante Investimentos e Real Investor, disse Goldberg.

“Queremos ajudar nossos parceiros a tirar clientes de grandes bancos e crescer exponencialmente, oferecendo a eles toda a robustez operacional necessária para que eles possam ganhar escala”, disse ele.

A XP também tem como objetivo tirar equipes de gestores de fortunas dos grandes bancos, reduzindo a burocracia necessária para que eles possam abrir suas próprias empresas, oferecendo assistência jurídica e serviços de back office.

A XP não fixou um valor mínimo de carteira para que o family office acesse seu serviços, disse ele, acrescentando que a taxa de manutenção da corretora será incluída na taxa de administração e de performance que o gestor cobra de seus clientes.

A XP obteve autorização para abrir um banco em outubro e está usando empréstimos para atrair mais clientes endinheirados. Em abril, contratou Paulo Leme, ex-presidente do Goldman Sachs Group no Brasil, como presidente do comitê de alocação global de private banking. Também recrutou três pessoas para o private banking, incluindo Roberto Schott, um veterano de dez anos do Banco BTG Pactual em Nova York.

Na semana passada, anunciou a contratação de Leonardo Cardoso, ex-Credit Suisse Group, para ajudar a expandir seus negócios de derivativos de tesouraria.

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