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XP protocola pedido de abertura de capital em Nova York

ISABELA BOLZANI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A XP protocolou o pedido de IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) na Nasdaq, Bolsa de valores americana nesta sexta-feira (15). O pedido foi enviado à SEC (órgão regulador do mercado nos Estados Unidos, o equivalente à CVM no Brasil). A companhia ainda não indicou a faixa de preço que pretende vender suas ações e nem quantos papéis devem ser oferecidos ao mercado.

Segundo o prospecto preliminar (relatório que detalha as intenções e expectativas da XP em relação ao seu IPO), as ações oferecidas serão tanto primárias quanto secundárias, o que significa que parte do valor levantado irá para o caixa da companhia e a outra parte para os acionistas vendedores. A XP tem como acionistas os fundos Dynamo e General Atlantic, além de seu fundador, Guilherme Benchimol e o Itaú Unibanco, que comprou 49,9% da corretora em 2017.

A listagem da corretora na Nasdaq já era esperada pelo mercado, assim como a notícia de que o Goldman Sachs, o J.P. Morgan, o Morgan Stanley, o Itaú BBA e o Citigroup estão entre os bancos coordenadores também já era conhecida.

As ações Classe A listadas pela companhia estarão sob o código "XP" e a expectativa é de que a precificação seja feita em 12 de dezembro. A corretora venderá no mercado apenas ações de classe A, que darão direito a um voto por ação. Os controladores terão ações de classe B, com direito a 10 votos por ação -esses papéis não serão listados em Bolsa.

Dentre os possíveis riscos de negócio identificados pela XP em seu prospecto, a companhia informa que detectou deficiências em seu controle interno sobre relatórios financeiros. Caso essas deficiências não sejam corrigidas, a companhia informou que há a possibilidade de não conseguir evitar fraudes nem de cumprir com suas comunicações obrigatórias, além de trazer resultados operacionais imprecisos.

Além disso, a XP também reportou em seu prospecto riscos relacionados à cibersegurança e à maior concorrência no mercado de capitais.

No início do ano, a XP anunciou que tem uma meta de alcançar R$ 1 trilhão de ativos sob custódia até o final de 2020. Segundo o último relatório da companhia, as receitas com serviços totalizaram R$ 1,136 bilhão no primeiro semestre, um avanço de 37,5% em comparação ao mesmo período de 2018, puxadas principalmente pelas taxas de corretagem e pela gestão de ativos.