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XP lança hub de serviços para alavancar startups de diversos segmentos

·3 minuto de leitura

A XP lançou nesta quarta-feira (7) um hub de serviços para o ecossistema de startups para oferecer atendimento exclusivo e diversos serviços financeiros para empresas e startups de diferentes segmentos. A meta é atender, dentro de um ano, pelo menos 250 startups por meio da iniciativa ao longo de um ano. E o melhor: todo este serviço adicional é gratuito; exige apenas que o negócio abra uma conta na corretora.

O hub ficará a cargo da XP Empresas, braço de soluções corporativas da XP para pequenos e médios empreendimentos. Segundo os executivos disseram em entrevista ao Canaltech, o foco do hub será o atendimento a startups e scale-ups — empresas que sustentam crescimento escalável por muito tempo.

A iniciativa ocorreu após um mapeamento da XP dentro do seu público-alvo, e nisso identificou algumas de suas dores, principalmente as startups mais embrionárias, em fase seed. Alguns dos produtos oferecidos são planejamento financeiro, conta corrente, cartões e crédito, entre outros. Mas algumas startups que apresentarem questões operacionais mais profundas contarão ainda com uma mentoria de executivos da corretora.

"Nessas conversas com o empreendedor, eles dizem que a vida deles é muito solitária. A XP é na verdade uma empresa de tecnologia que oferece serviços financeiros, então queremos oferecer qualidade a esses caras. O empreendedor manja do seu negócio, mas quando você vai para [fatores como] divulgação, contrato, pitch deck e outras dores pontuais, a gente consegue orientar, obviamente com o auxílio dos seniors da XP", diz Thiago Jacob Aunhão, líder de equipe da XP Empresas.

Imagem: Annie Spratt/Unsplash
Imagem: Annie Spratt/Unsplash

"Penso que dentro da XP temos expertises para agregar valor a uma startup, para atuar naquela dor e ajudar no seu processo de crscimento", explica Jonas Paulo, diretor comercial da XP Empresas. "Mas óbvio que nem todas serão mentoradas. Vamos fazer um filtro e encaixar na agenda de nossos diretores. A gente arrisca dizer que das 250 startups, deve haver umas 50 que poderemos fazer a mentoria", estipula.

Para participar do hub, as startups devem ter, pelo menos, metade da receita originada de canais digitais, ter uma solução tecnológica como sua principal ferramenta para seu mercado-alvo e possuir modelos de negócio com alto potencial de escala.

Embora o hub não deva se restringir a startups, serão elas as mais visadas, principalmente de setores que a XP considera em ascensão, como fintechs, healthtechs e agritechs, dentre outras. Mas a empresa quer tentar sair do clichê da atenção extra a fintechs, normalmente as "queridinhas" dos investidores. "A prioridade serão startups em modelo seed, até porque as mais maduras já têm algum relacionamento com a XP, se conectando com o time de capitais, por exemplo. Então são necessidades distintas. O tamanho da empresa não é o corte, e sim o modelo de negócio, com tecnologia no cerne", detalha Aunhão.

"Acho que seria muito míope da nossa parte se posicionar em só apoiar as fintechs. No Brasil há muitas empresas de outros setores da economia avançando. Apoiamos o agronegócio e as agritechs. As healthtechs [startups de saúde] são um ramo que vem crescendo muito no mundo. A educação vem fazendo algumas incursões. Diria que esses três ramos devem compor com as fintechs um quarteto poderoso, mas existem muitos outros, como distibuição, alimentação, comércio", define Rodrigo Moreira, diretor da XP Empresas ao Canaltech.

Fonte: Canaltech

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