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XP/Ipespe: Popularidade de Moro cai enquanto a de Bolsonaro se recupera

Malu Delgado
·3 minutos de leitura

Ex-ministro da Justiça, no entanto, ainda é a personalidade política mais bem avaliada do país O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro é a personalidade política mais bem avaliada do país, mas sua popularidade está encolhendo. É o que mostra pesquisa do Ipespe, encomendada pela XP Investimentos, divulgada nesta segunda-feira. No início do governo Jair Bolsonaro, em janeiro de 2019, a nota média dada a Moro pelos entrevistados era 7,3; em abril deste ano, caiu para 6,5; agora, é 5,7. O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ex-titular da Saúde Luiz Henrique Mandetta aparecem em seguida, ambos com nota 5,5. Logo atrás, o vice-presidente Hamilton Mourão tem nota 5,2. Bolsonaro, cuja nota chegou ao piso de 4,7 em abril, após 6,7 no início do mandato, agora tem 5,1. Jair Bolsonaro e seu ex-ministro Sergio Moro foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil XP/Ipespe: Maioria espera vacina contra coronavírus só em 2021 Políticos de oposição, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (4,5), o ex-governador do Cerará Ciro Gomes (4,3) e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (4,1), têm notas mais baixas. A pesquisa foi feita entre os dias 8 e 11 de setembro, com 1 mil entrevistados. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais. A nota é escolhida numa escala de 0 a 10, sendo 10 uma avaliação muito positiva e 0 muito negativa. Avaliação do governo Na mesma sondagem, o percentual daqueles que avaliam o governo Bolsonaro como “ótimo” ou “bom” oscilou para cima, passando de 37% em agosto para 39% em setembro – melhor resultado desde fevereiro de 2019. O índice da avaliação negativa (“ruim” e “péssimo”) também ficou dentro da margem de erro, oscilando de 37% para 36%. Para 24% dos entrevistados, o atual governo é “regular”. Também oscilou para cima, dentro da margem de erro, a expectativa positiva para o restante do mandato do presidente. Para 40%, ele será “ótimo” ou “bom”; para 35%, “ruim” ou “péssimo”; e, para 20%, “regular”. De acordo com 48% dos entrevistados, porém, a economia brasileira está no “caminho errado” – em agosto, essa era a avaliação de 46%. Outros 38% acham que a economia brasileira está no “caminho certo” e 13% não souberam responder. Auxílio emergencial Quatro a cada dez pessoas disse ter recebido o auxílio emergencial de R$ 600 pago pelo governo. Para quase metade dos brasileiros (47%), a decisão de Bolsonaro de manter o benefício até o fim do ano, mas com valor de R$ 300, foi “boa” ou “ótima”, aponta a pesquisa. Um quarto (25%) respondeu que a decisão foi “ruim” ou “péssima” e outro quarto (24%), “regular”. O Ipespe também apurou que metade (49%) da população beneficiada pelo auxílio acredita que sua renda voltará ao pataratar de antes da pandemia de covid-19 com o fim das medidas de isolamento social. Outros 40% acham que não. Considerando a redução do valor do benefício, 43% disseram que sua renda nos próximos meses será menor; 39%, a mesma; e 12%, maior.