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XP cria unidade de recursos naturais e terá fundo de florestas

Cristiane Lucchesi
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A XP, a maior corretora do Brasil, está se preparando para levantar até R$ 2 bilhões em seu primeiro fundo de investimento em florestas de produção de madeiras, procurando atender à crescente demanda por investimentos alternativos em meio às taxas de juros baixas no país.

Cleidson Rangel, especialista em recursos naturais, foi contratado pela gestora de fundos da XP para dirigir uma nova unidade voltada para esse setor, segundo Bruno Castro, presidente da XP Asset Management. A ideia é também criar fundos de terras agrícolas e de crédito de carbono, disse Castro.

“Existem tantas oportunidades de investimento em uma nação do tamanho do Brasil”, disse Castro em uma entrevista. “E o retorno desses fundos não tem correlação com outros mercados, por isso eles são uma verdadeira alternativa de diversificação para investidores locais e estrangeiros.”

A indústria de fundos do Brasil teve quase R$ 39 bilhões em entradas líquidas em janeiro e fevereiro, depois de levantar R$ 174 bilhões em 2020, de acordo com a Anbima, a associação dos mercados de capitais do país. As taxas de juros perto de mínimas históricas persuadiram muitos investidores a buscar ativos não-tradicionais para aumentar os retornos. O dinheiro está fluindo enquanto o país cambaleia em meio à pandemia de Covid-19, com uma taxa de infecção entre as mais altas do mundo.

O fundo de florestas de produção de madeiras da XP planeja começar a levantar dinheiro em maio ou junho, de acordo com Castro. Os investidores potenciais, a princípio, incluirão fundos de pensão, fundos soberanos, seguradoras, family offices e áreas de private banking, disse ele, acrescentando que a XP também fornecerá capital inicial.

A XP está pensando em uma maneira para viabilizar, no futuro, que investidores de varejo também possam entrar no fundo, de acordo com Isaac Sutton, sócio da BH26, butique focada em recursos naturais no Brasil que é consultora exclusiva da XP.

Os investidores estrangeiros podem comprar no máximo 49% de um lote de terras no Brasil, então o fundo da XP será um veículo para eles investirem sem ultrapassar esse limite, disse Rangel, que por quase 10 anos foi diretor de investimentos do Brasil na Hancock Natural Resource Group, uma gestora global de investimentos. Ele também teve passagens pela FourWinds Capital Management and Forest Systems, com foco em créditos de carbono e investimentos em terras.

O objetivo da XP é obter certificações ambientais, sociais e de governança para todos os produtos da sua nova unidade de recursos naturais, de forma a atrair o crescente segmento de investidores ESG, disse Castro.

Rangel disse que há um mercado potencial de US$ 50 bilhões em investimentos florestais no Brasil e US$ 400 bilhões em terras agrícolas. Apenas 8% das florestas plantadas de madeira no Brasil estão nas mãos de investidores, e mais produtores de celulose e papel estão dispostos a vender, disse ele.

A Ibá, associação da indústria madeireira do país, estima que os investimentos no setor totalizarão cerca de R$ 35,5 bilhões de 2020 a 2023, dobrando o valor dos quatro anos anteriores combinados.

A estratégia do fundo será diversificar riscos investindo em florestas maduras com diferentes tipos de compradores de madeira, disse Sutton. O fundo será denominado em reais e tem como objetivo render pelo menos 7% acima da inflação. O retorno será gerado pelo aumento no valor da terra e por ganhos com a venda de madeira e de créditos de carbono, de acordo com Sutton, que foi responsável pelos investimentos proprietários do Grupo Safra.

A XP Asset Management tem R$ 100 bilhões em recursos de terceiros sob gestão e pretende dobrar esse valor em dois anos, disse Castro.

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©2021 Bloomberg L.P.