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XP cria fundo de garantias dos agentes autônomos

Adriana Cotias

Mecanismo funcionará como uma espécie de Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e servirá de salvaguarda em momentos de gestão de crises na rede de parceiros A XP Investimentos decidiu criar um fundo de garantias dos agentes autônomos de investimentos. À semelhança do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e do Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (MRP) da BSM, braço de autorregulação da B3, o objetivo é construir uma estrutura de salvaguardas para os escritórios para acesso a uma resolução rápida em momentos de gestão de crise associados a danos reputacionais, conforme a XP escreve num comunicado enviado aos profissionais.

Atualmente, toda sociedade conta com uma pessoa física como fiador que presta uma garantia pessoal. Além disso, o escritório deposita R$ 50 mil na conta da sociedade ou de algum dos sócios como forma de garantia real. Os valores ficam bloqueados durante o contrato com a XP. O plano, agora, é constituir um fundo em que cada escritório contribuirá com R$ 30 mil, mais R$ 25 mil por filial.

A XP contribuirá com 50% do patrimônio total. A instituição vai liberar a caução dos valores hoje depositados pelas empresas plugadas à plataforma sob o modelo anterior.

No próprio comunicado aos agentes autônomos, a XP informa ter se inspirado no FGC, que visa manter a estabilidade do sistema financeiro nacional e prevenir uma crise bancária sistêmica, bem como o MRP, que assegura aos investidores o ressarcimento de prejuízos causados pelos participantes do mercado.

Divulgação

“A XP, além de co-participante nos eventuais ressarcimentos de prejuízos causados por AAI, atuará com maior velocidade na mitigacão do risco de imagem à rede, prestando informações aos cotistas do fundo”, escreve a XP.

O cronograma prevê a atualização dos contratos com os escritórios no mês que vem, desbloqueio das garantias antigas em agosto, com a informação dos valores e aplicação na sequência.

Caso os recursos tenham que ser acessados por algum dos seus cotistas, sua recomposição será negociada com o escritório. A XP, além de co-participante do prejuízo, vai atuar na governança do fundo.

O portfólio vai contar com patrimônio máximo de R$ 40 milhões. Caso ultrapasse esse valor, pela entrada de novos escritórios e filiais, o administrador vai devolver parte dos recursos. A gestão caberá à XP Asset. Em caso de rescisão de contrato, a parte do dinheiro que cabe àquele escritório será devolvido em prazo que constará no regulamento.