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Xiaomi pretende ultrapassar Samsung e liderar vendas de celulares até 2024

·2 min de leitura

O evento de lançamento da linha Xiaomi 12 serviu para a companhia também apresentar os seus planos para um futuro mais distante. De acordo com seu fundador e CEO Lei Jun, a marca planeja liderar a lista de empresas que mais vendem smartphones até o ano de 2024.

As projeções foram apontadas pelo CEO da Xiaomi Lei Jun (Imagem: Quartz)
As projeções foram apontadas pelo CEO da Xiaomi Lei Jun (Imagem: Quartz)

O objetivo é tão ambicioso quanto parece. Para alcançar a primeira posição, a marca terá que ultrapassar nada menos do que a Samsung e Apple, companhias que aparecem na primeira e segunda colocação, respectivamente, há alguns anos. A Xiaomi até chegou a ocupar o segundo posto por parte deste ano, mas a crise dos semicondutores e surtos de covid-19 em algumas fábricas fizeram com que a companhia logo voltasse para o terceiro lugar.

Mesmo que o CEO não tenha detalhado os planos da companhia para chegar a esse objetivo, uma declaração similar do vice-presidente do Xiaomi Group China Lu Weibing dá uma ideia de quais caminhos serão tomados para a expansão. Em entrevista concedida no mês de novembro, ele explicou que era necessário aumentar ainda mais a participação no mercado chinês, e como as vendas realizadas em lojas físicas ainda representam cerca de 70% do total, a marca construiria mais 30 mil pontos espalhados pelo país.

Para chegar à liderança, marca poderá construir mais 30 mil lojas na China (Imagem: habr.com)
Para chegar à liderança, marca poderá construir mais 30 mil lojas na China (Imagem: habr.com)

Lu Weibing também indicou que a Xiaomi não pretende encarar nenhuma empresa concorrente em específico, mas sim fazer produtos que sejam "capazes de superar todas as rivais". Para chegar mais perto da Samsung, a marca precisará aumentar a sua participação em locais como a Europa e Estados Unidos, onde a companhia sul-coreana perdeu um pouco de espaço, mesmo que ainda esteja bem adiantada em relação a todas as outras.

A Xiaomi também pode aproveitar o espaço deixado pela Huawei, que vem perdendo participação de forma bastante rápida desde que recebeu grandes restrições do governo dos Estados Unidos em relação à utilização de componentes e software fabricados no território estadunidense.

De qualquer forma, caso a retomada das atividades aconteça de forma regular nos próximos meses, o território estará aberto para a Xiaomi conquistar os espaços que deseja, mas é certo que as concorrentes farão o máximo para que essa situação não se concretize.

Fonte: Canaltech

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