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Xiaomi pode ter entrado para lista restrita dos EUA por receber prêmio da China

Renan da Silva Dores
·2 minuto de leitura

Desde o mandato de Donald Trump, EUA e China tem protagonizado uma guerra comercial entre Ocidente e Oriente. Sanções econômicas foram aplicadas, especialmente por parte do governo norte-americano, com diversas companhias chinesas sofrendo gravemente com as restrições. A Huawei é sem dúvida o caso mais popular, especialmente por ter perdido o topo do ranking das maiores empresas de tecnologia do mundo, mas outras gigantes chegaram a sofrer consequências, como a Xiaomi.

No início de janeiro deste ano, a famosa fabricante de smartphones e produtos inteligentes, reconhecida pelas linhas Mi, Redmi e POCO, foi adicionada à lista de restrições do Departamento de Defesa (DoD) dos EUA. À época, o órgão norte-americano não chegou a dar explicações para a medida, mas relatórios obtidos pelo periódico Wall Street Journal nesta semana podem ter revelado as razões.

Um prêmio concedido pela China ao CEO Lei Jun seria a razão para entrada da Xiaomi na lista suja dos EUA (Imagem: Matheus Bigogno/Canaltech)
Um prêmio concedido pela China ao CEO Lei Jun seria a razão para entrada da Xiaomi na lista suja dos EUA (Imagem: Matheus Bigogno/Canaltech)

De acordo com a reportagem do veículo norte-americano, o governo de Joe Biden teria decidido restringir a Xiaomi em virtude de um prêmio concedido pelo governo chinês ao CEO da fabricante, Lei Jun. O executivo foi condecorado com a premiação "Grande Construtor do Socialismo com Características Chinesas" (em tradução livre) pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) da China, o que teria acendido alertas nos EUA.

Ainda segundo o Wall Street Journal, esse prêmio “é dado a cada cinco anos aos principais empresários do setor privado. O último prêmio, em 2019, foi dado a 100 pessoas. Outros CEOs notáveis que também foram premiados incluem os chefes da companhia de internet e games NetEase Inc, Ding Lei, da rede social chinesa Weibo, Wang Gaofie, e da montadora de automóveis BYD Co., Wang Chuanfu”.

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O relatório do periódico também indica que investimentos da Xiaomi no 5G e em Inteligência Artificial seriam outro motivo. As ambições da fabricante em combinar IA com o 5G e a Internet das Coisas (IoT) teriam despertado preocupações no governo norte-americano, que considera ambas as tecnologias como componentes centrais na estratégia de fusão cívico-militar do governo chinês, uma "ameaça aos EUA".

Huawei, Xiaomi e as restrições

Como vimos, a presença da Huawei na lista de restrições do DoD resultou em uma série de sanções econômicas que, por exemplo, impediram a gigante chinesa de estabelecer acordos comerciais com empresas norte-americanas como Qualcomm e Google. A entrada da Xiaomi na lista levantou dúvidas sobre se a fabricante também sofreria com sanções semelhantes. Até o momento, nenhuma medida restritiva foi posta em prática, mas é sabido que há grande pressão por parte de parlamentares dos EUA para que isso ocorra.

Fonte: Canaltech

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