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Xiaomi, Oppo e Vivo tomam o lugar da Huawei no mercado de celulares

Diego Sousa
·2 minuto de leitura

O primeiro trimestre de 2021 já acabou e, com a retomada do comércio e o início da vacinação contra a COVID-19 em muitos países, o mercado de celulares finalmente começou a voltar à normalidade. De acordo com um relatório publicado nesta segunda-feira (19) pela consultoria de mercado Strategy Anatytics, as remessas de smartphones cresceram 24% entre janeiro e março deste ano em relação ao mesmo período de 2020.

No total, foram enviadas 340 milhões de unidades durante o 1º trimestre. A Samsung liderou no período, com 23% de participação e 77 milhões de celulares vendidos, um crescimento de 32% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a empresa enviou cerca de 58 milhões de aparelhos. Como já foi mencionado em outras pesquisas, o sucesso da linha Galaxy S21 foi um dos principais fatores para o resultado positivo da sul-coreana, como também o lançamento de celulares 5G mais acessíveis.

Linha Galaxy S21 faz lucro da Samsung disparar no 1º trimestre de 2021 (Imagem: Divulgação/Samsung)
Linha Galaxy S21 faz lucro da Samsung disparar no 1º trimestre de 2021 (Imagem: Divulgação/Samsung)

A Apple vem logo em seguida, com 17% de market share e 57 milhões de iPhones vendidos ao redor do mundo. A consultoria reforça que as boas vendas do primeiro iPhone compatível com redes 5G continua em diversos mercados. Quem mais cresceu ano a ano, no entanto, foi a Xiaomi, quase ultrapassando a Maçã no segmento. A fabricante fechou o 1º trimestre com 49 milhões de smartphones comercializados, um aumento de 80% em comparação com o ano passado.

Obviamente, o resultado extremamente positivo da Xiaomi no mercado de celulares pode ser explicado pelas sanções impostas contra a Huawei, em meados de 2019, que fizeram com que a empresa ficasse impedida de obter tecnologias e serviços originadas de companhias norte-americanas, como o Android. Com isso, a chinesa, que já foi o maior nome do segmento em 2020, foi perdendo espaço para as conterrâneas que não tiveram nada a ver com a situação.

(Imagem: Reprodução/Strategy Analytics)
(Imagem: Reprodução/Strategy Analytics)

Além da Xiaomi, a OPPO e a Vivo também se beneficiaram com a briga entre Huawei e Estados Unidos. A primeira, que se tornou a principal fabricante do China pela primeira vez na história, possui 11% de participação no mercado, com um crescimento de 68% ano a ano. Já a Vivo, agora na quinta colocação, se destacou mais com 37 milhões de smartphones vendidos (+85%).

Fonte: Canaltech

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