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Xiaomi Mi 11 Ultra vs Mi 10 Pro: vale a pena importar o mais top?

Diego Sousa
·10 minuto de leitura

Em 2020, o Mi 10 Pro foi o celular mais poderoso da Xiaomi vendido globalmente, já que o Mi 10 Ultra ficou restrito apenas ao mercado chinês. No entanto, este ano a fabricante mudou a estratégia e disponibilizou seu smartphone mais potente no mundo todo, no caso o recente Mi 11 Ultra, o que só reforçou o surgimento de um segmento no mercado acima do topo de linha — que atualmente possui o Galaxy S21 Ultra como principal nome.

Como um sucessor "espiritual" do Mi 10 Pro, o Mi 11 Ultra não só estabelece o nome "Ultra" como referência aos usuários que procuram simplesmente o melhor que a empresa pode oferecer em termos de configurações, como também evolui em praticamente todos os pontos o que foi bastante elogiado no modelo lançado no ano passado. Mas, afinal, o que mudou em um ano? Vale a pena importar um aparelho de quase R$ 7 mil ou o celular de 2020 ainda é uma boa opção em 2021?

Pensando em responder essa pergunta, o Canaltech colocou os dois smartphones lado a lado para destacar as principais diferenças e semelhanças. Como comentado acima, nenhum dos dois está disponível para compra no Brasil, portanto a opção mais comum é por meio de importação — ou seja, os valores podem sofrer alterações de acordo com as taxas cambiais no momento da leitura deste texto, além dos possíveis impostos na chegada ao país.

Construção e design

Considerando que o Mi 11 Ultra pertence a um segmento "Ultra premium", não há muitas semelhanças entre os dois aparelhos. O smartphone mais recente é equipado com uma tampa traseira de cerâmica ou vidro (no modelo mais "básico"), enquanto a parte da frente é protegida pelo vidro Gorilla Glass Victus, tecnologia mais recente da Corning. Soma-se a isso a certificação IP68 para proteção contra água e poeira e você tem um dos conjuntos mais resistentes do mercado.

(Imagem: Divulgação/Xiaomi)
(Imagem: Divulgação/Xiaomi)

O Mi 10 Pro, por sua vez, traz vidro nas regiões frontal e traseira com tecnologia Gorilla Glass 5, duas gerações anteriores ao Victus. Obviamente, isso significa que o modelo lançado em 2020 não deve resistir tanto a quedas ou acidentes em relação ao Mi 11 Ultra. Além disso, o dispositivo não traz nenhum tipo de certificação contra água ou poeira, característica que vem sendo cada vez mais adotada entre os smartphones topo de linha.

Com relação ao design, percebe-se uma diferença significativa entre os dois aparelhos, muito por conta da proposta do Mi 11 Ultra. Sua principal novidade é o departamento fotográfico, portanto ele traz uma peça que ocupa quase um terço de toda tampa traseira para acomodar os sensores e uma tela secundária. Visualmente, trata-se de um design que destoa do que se vê atualmente nos smartphones.

Já o celular de 2020 tem uma aparência menos agressiva, com um módulo menor em formato vertical. A escolha de design difere, inclusive, do popular "cooktop" (ou "peça de dominó"), ou seja, uma opção ideal para quem não gosta do visual que as fabricantes vêm apostando nos últimos meses.

(Imagem: Divulgação/Xiaomi)
(Imagem: Divulgação/Xiaomi)

Tela

  • Mi 11 Ultra: 6,81 polegadas, Quad HD+ (3.200 por 1.440 pixels), 120 Hz, AMOLED;

  • Mi 10 Pro: 6,67 polegadas, Full HD+ (2.350 por 1.080 pixels), 90 Hz, OLED.

Quando o assunto é tela, o Mi 11 Ultra teve uma evolução natural ano a ano, seguindo os padrões da indústria para 2021. Ele é equipado com um painel AMOLED curvo de 6,81 polegadas, o que faz dele um dos maiores celulares do mercado, com resolução de 3.200 por 1.440 pixels (Quad HD+), contra Full HD+ do modelo “Pro”.

O smartphone ainda leva vantagem na fluidez e na resposta da tela, já que oferece uma combinação de 120 Hz de taxa de atualização e 480 Hz de sensibilidade ao toque (ou taxa de amostragem), características ideais para quem gosta de jogar no celular — principalmente títulos de ação. Para comparação, o Mi 10 Pro tem 90 Hz de frequência e 180 Hz de resposta ao toque, o que ainda é muito bom para os padrões atuais, porém abaixo do “irmão”.

(Imagem: Divulgação/Xiaomi)
(Imagem: Divulgação/Xiaomi)

Outra diferença entre os dois aparelhos está no alcance de brilho, com o Mi 11 Ultra chegando a incríveis 1.700 nits, contra 1.200 nits do Mi 10 Pro — quanto maior o número, mais facilmente será para visualizar conteúdos em ambientes ensolarados, por exemplo. O aparelho mais recente ainda suporta a combinação Dolby Vision e HDR10+, o que garante mais qualidade na hora de assistir a filmes e séries no dispositivo.

Embora o Mi 10 Pro ofereça um desempenho de exibição bem mais modesto que o modelo “Ultra”, isso não quer dizer que ele já esteja ultrapassado: são 6,67 polegadas com tecnologia AMOLED que deve trazer boa qualidade em praticamente todos os tipos de mídia.

Câmeras

  • Mi 11 Ultra: 50 MP (principal, f/2.0) + 48 MP (ultra grande angular, f/2.2) + 48 MP (periscópica, f/4.1) + 20 MP (frontal, f/2.2);

  • Mi 10 Pro: 108 MP (principal, f/1.7) + 20 MP (ultra grande-angular, f/2.2) + 12 MP (telefoto, f/2.0) + 8 MP (telefoto, f/2.0) + 20 MP (frontal, f/2.0).

O Mi 11 Ultra tem “apenas” três câmeras na traseira, enquanto o Mi 10 Pro oferece quatro. O destaque do modelo “Ultra” é o sensor principal ISOCELL GN2 de 50 MP da Samsung, atualmente o maior sensor fotográfico para celular do mundo, enquanto o Mi 10 Pro utiliza um ISOCELL Bright HMX de 108 MP. Embora ele traga maior resolução, o que é ideal para fotos aproximadas digitalmente sem tanta perda de qualidade, seu tamanho é menor em comparação com o presente no Mi 11 Ultra, o que deve resultar em resultados menos eficientes em ambientes noturnos.

(Imagem: Reprodução/IceUniverse)
(Imagem: Reprodução/IceUniverse)

O segundo sensor dos dois tem lente ultra grande-angular, mas o Mi 11 Ultra leva vantagem por oferecer 48 MP de resolução, autofoco e 128 graus de campo de visão, enquanto o Mi 10 Pro traz 20 MP e ângulo de 117º. O terceiro sensor tem lente telefoto, para fornecer zoom óptico de 5x no Mi 11 Ultra e 3,7x no Mi 10 Pro, com o modelo “Ultra” contando com os mesmos 48 MP de resolução contra apenas 8 MP do celular de 2020. Na prática, o aparelho mais recente entrega zoom de até 120x, o maior alcance já encontrado num smartphone.

Um extra do Mi 10 Pro é a adição de um sensor dedicado para auxiliar no famoso Modo Retrato — no caso do Mi 11 Ultra, o trabalho todo é feito em conjunto com as câmeras principal e telefoto. Vale mencionar, ainda, que os dois entregam gravação de vídeos em até 8K de resolução.

Infelizmente, não tivemos a oportunidade de testar a câmera do Mi 11 Ultra, logo não podemos falar qual é melhor ou pior. No entanto, importante ressaltar que o novo aparelho estreou como o melhor do mundo em termos de câmera segundo o DxO Mark, enquanto o Mi 10 Pro é o atual nono colocado no ranking de melhores smartphones para fotos.

Processamento e memória

  • Mi 11 Ultra: Qualcomm Snapdragon 888 (1x2.84 GHz Kryo 680 & 3x2.42 GHz Kryo 680 & 4x1.80 GHz Kryo 680);

  • Mi 10 Ultra: Qualcomm Snapdragon 865 (1x2.84 GHz Kryo 585 & 3x2.42 GHz Kryo 585 & 4x1.80 GHz Kryo 585).

Em processamento, não há muita novidade entre os dois: o Mi 10 Pro trouxe o que havia de melhor no mercado no começo de 2020, ou seja, chip Snapdragon 865, até 12 GB de memória RAM no padrão LPDDR5 e até 512 GB de armazenamento em flash UFS 3.0. O Mi 11 Ultra, por outro lado, tem o melhor que a indústria pode oferecer atualmente, isto é, Snapdragon 888, até 12 GB de RAM LPDRR5 e até 512 GB de espaço UFS 3.1.

Embora ambos sejam smartphones premium e capazes de realizar todas as tarefas disponíveis na Play Store, vale destacar que o Mi 11 Ultra deve trazer até 25% mais potência em relação ao Mi 10 Pro, sem contar com até 30% mais rapidez na renderização de gráficos, até 20% mais precisão ao toque e capacidade de computação 2x maior — os dados são da própria Qualcomm, responsável pelos chips Snapdragon.

Bateria e recursos

Tanto o Mi 11 Ultra quanto o Mi 10 Pro são bastante completos nas funcionalidades de carregamento, dignos de smartphones premium. O celular mais recente tem 5.000 mAh, contra 4.500 mAh do modelo "Pro", e traz suporte para recarga com fio e sem fio de ligeiros 67 watts (W), algo raro no mercado atual, além de carregamento reverso de 10 W. O aparelho de 2020 também entrega as mesmas funções, mas com potências reduzidas — 50 W com fio, 30 W sem fio e 10 W no Modo Reverso.

Como se tratam de celulares topo de linha, eles contam com suporte a redes 5G, NFC, infravermelho para controle de outros eletrônicos, alto-falantes estéreo, Bluetooth mais recente, leitor de impressões digitais sob a tela e Wi-Fi 6.

Um diferencial do Mi 11 Ultra é a tela secundária presente no módulo de câmeras. O painel AMOLED tem apenas 1,1'' e serve para exibir informações do sistema, como notificações, horário e chamadas recebidas, além de auxiliar nas selfies com as câmeras traseiras.

(Imagem: Divulgação/Xiaomi)
(Imagem: Divulgação/Xiaomi)

Vale a pena fazer o upgrade?

O Mi 11 Ultra é smartphone que reúne o que há de melhor em termos de tela, processamento, construção e câmeras no portfólio da Xiaomi e, teoricamente, estaria sendo injusto se dissesse que o aparelho não valesse o upgrade. No entanto, o Mi 10 Pro ainda tem potência para entregar um desempenho sólido para praticamente todos os aplicativos e jogos disponíveis na Play Store por alguns anos, além de câmeras com funcionalidades decentes mesmo para os padrões atuais.

A única condição que o Mi 11 Ultra é recomendado, além de dinheiro sobrando para pagar mais de R$ 7 mil em um aparelho importado, é se você for um entusiasta de tecnologia e procura o que há de melhor no mercado atualmente em câmera, tela e processamento. A segunda tela do aparelho é uma ótima adição para fazer vlogs ou tirar selfies com as câmeras traseiras, sem contar com as inúmeras funcionalidades para quem gosta de criar conteúdo.

No mais, caso você encontre um Mi 10 Pro em promoção, não exite em comprá-lo, pois ele ainda tem desempenho de sobra para mais uns dois, talvez três anos.

Mi 11 Ultra: ficha técnica

  • Tela: 6,81 polegadas, Quad HD+, AMOLED, HDR10+, Dolby Vision, 120 Hz, 515ppi;

  • Chipset: Qualcomm Snapdragon 888;

  • Memória RAM: até 12 GB;

  • Armazenamento interno: até 512 GB;

  • Câmera traseira: 50 MP (principal) + 48 MP (ultrawide) + 48 MP (telefoto);

  • Câmera frontal: 20 MP;

  • Dimensões: 164.3mm x 74.6mm x 8.38mm;

  • Peso: 234 gramas;

  • Bateria: 5.000 mAh;

  • Extras: recarga sem fio e com fio de 67 watts, 8K, dual speakers, 5G, NFC, IR

  • Blaster, Wi-Fi 6E, BT 5.2;

  • Cores disponíveis: branco e preto;

  • Sistema operacional: Android 11.

Mi 10 Ultra: ficha técnica

  • Tela: 6,67 polegadas, Full HD+, OLED, HDR10+, 90 Hz;

  • Chipset: Qualcomm Snapdragon 865;

  • Memória RAM: até 12 GB;

  • Armazenamento interno: até 5120 GB;

  • Câmera traseira: 108 MP (principal) + 20 MP (ultrawide) + 12 MP (retrato) + 8 MP (telefoto);

  • Câmera frontal: 20 MP;

  • Dimensões: 162.6 x 74.8 x 9 mm;

  • Peso: 208 g;

  • Bateria: 4.500 mAh;

  • Extras: 5G, NFC, IR Blaster, leitor de digitais na tela, recarga 50 W/30 W/10 W;

  • Cores disponíveis: Solstice Grey, Alpine White;

  • Sistema operacional: Android 11.

Fonte: Canaltech

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