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Xiaomi explica as diferenças entre as cinco lentes do Mi Note 10

Felipe Junqueira

A Xiaomi oficializou o Mi CC9 Pro com o nome de Mi Note 10 globalmente. O novo smartphone, com câmera de 108 megapixels e mais quatro sensores na parte traseira, promete ser um grande passo da chinesa para aprimorar ainda mais a qualidade fotográfica de seus dispositivos.

Resumindo, o aparelho tem uma lente ultra-wide, uma lente wide, e mais duas teleobjetivas, com aproximações ao objetos em distâncias diferentes. O quinto sensor é o de profundidade, usado para as fotos com fundo desfocado.

Em uma postagem na rede social Weibo, a Xiaomi explicou um pouco sobre um curioso conceito que chamou de compressão espacial. Trata-se de um fenômeno observado facilmente com as diferentes câmeras do Mi Note 10 em que, mesmo que o objeto da foto e fundo não se movimentem, diferentes quadros dão a impressão que os objetos no fundo estão se aproximando.

Lente de 25mm do Mi Note 0 (Foto: Reprodução/Xiaomi)

Veja a foto acima, tirada com a câmera wide. É possível notar que o trem e o galpão estão bem distantes da modelo. Ainda dá pra ver bastante trilhos na foto. Mas olha o que acontece quando a câmera muda, e o fotógrafo dá um passo para trás.

Lente de 50mm do Mi Note 10 (Foto: Reprodução/Xiaomi)

A modelo continua ocupando praticamente a mesma proporção do quadro. Mas o fundo parece mais próximo dela, sem falar que há bem menos trilhos no restante da imagem. E, agora, olha o que acontece quando a câmera teleobjetiva de 5x é utilizada, e mais um passo é dado para trás.

Lente SuperZoom do Mi Note 10 (Foto: Xiaomi)

Parece que o trem está prestes a atingir a modelo, que, curiosamente, segue ocupando a mesma proporção do quadro. Veja só, desde a primeira foto podemos ver do chapéu até quase o cotovelo dela, sempre com um teto do céu. Nem ela e nem o trem se moveram, e você pode notar que o galpão também se aproximou.

Por que isso acontece? É o que a Xiaomi tenta explicar. São lentes com distâncias focais diferentes, que pegam quadros diferentes. Note que, a cada mudança de foto, o fotógrafo dava um passo atrás, para garantir que a modelo seguisse ocupando a mesma proporção do quadro.

Esse é o efeito de “compressão espacial”. O fotógrafo se distancia da modelo, mas parece que o fundo se aproxima dela ao mesmo tempo. Uma questão de perspectiva causada pelas diferentes distâncias focais das lentes.

Interessante, não? Dá para testar esse efeito com outros aparelhos, inclusive, como o P30 Pro da Huawei, por exemplo, que também tem uma teleobjetiva que se aproxima em 5x, além de uma ultra-wide e uma wide. Porém, ao trocar da wide para a ultra-wide, você vai ter que se distanciar um pouco mais do objeto da foto. O iPhone 11 e os Galaxy S10 e Note 10 também permitem brincar um pouco com esse conceito.

Fonte: Canaltech

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