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Xiaomi dobra participação em smartphones ativos no Brasil em seis meses

Felipe Junqueira

A presença da Xiaomi cresceu de maneira impressionante no segundo semestre de 2019 dentro do Brasil. Dados da StatCounter, que mede o número de dispositivos conectados à Internet no mundo todo, mostram que a participação de mercado da fabricante chinesa mais que dobrou entre julho de 2019 até o final de fevereiro de 2020, ultrapassando a LG.

De acordo com os dados da ferramenta, cerca de 2,78% dos smartphones do Brasil eram da Xiaomi. Em fevereiro, a marca era usada por 6,72% dos usuários no país, ultrapassando a LG, com 6,66%. A sul-coreana perdeu fatia, pois tinha 7,7% em julho.

O crescimento é impressionante no segundo semestre do ano passado, o que mostra que a operação oficial ajudou a espalhar o nome da empresa e torná-la mais conhecida, dando mais confiança ao brasileiro em adquirir aparelhos Xiaomi. Não dá para saber quantos desses aparelhos foram vendidos oficialmente ou no chamado “mercado cinza”.

O alto crescimento na fatia de dispositivos ativos só reforça o que já vemos mensalmente em pesquisas de modelos mais buscados e no número de pessoas falando sobre a marca. E a Xiaomi tem tudo para ultrapassar a Apple nos próximos anos, principalmente se conseguir fabricar alguns modelos localmente, o que pode reduzir os custos.

Fatias de mercado das principais fabricantes de smartphone no Brasil (Imagem: Reprodução/StatCounter)

Falando no restante do ranking, a Samsung segue com a dianteira, com 46,21% dos smartphones ativos no Brasil, enquanto a Motorola fica com a segunda posição, com 22,4%. A Apple é a terceira colocada, com 12,31% e a Asus completa o top 6, com 2,54% dos dispositivos móveis conectados à Internet.

Bom lembrar que a métrica do StatCounter depende dos acessos a site que usem a ferramenta. O serviço faz a medição do número de visitantes, e, assim como o Google Analytics e outros do tipo, também pega informações como navegador utilizado, dispositivo, localização aproximada e vários outros dados.

A medição não é 100% precisa, mas dá uma boa métrica de quais marcas são as mais usadas mundo afora, além de permitir filtrar por país. Reforçando, não se trata de unidades vendidas, mas sim de aparelhos ativos.

Fonte: Canaltech

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