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WWF-Brasil: maior desafio hoje é reverter o desmonte ambiental

·3 minuto de leitura

Nos anos 80, a palavra “sustentabilidade” não estava nas conversas. Ela praticamente não existia no vocabulário cotidiano. E nem no corporativo. Mas se alguém falasse no mico-leão-dourado, espécie ameaçada de extinção, já se sabia que havia ali uma identificação com a causa ecológica. Essa foi uma das primeiras iniciativas que o WWF, o World Wildlife Fund, abraçou no Brasil.

Fundada na Suíça há 60 anos, a entidade vinha atuando no país desde a década de 70 por meio de sua rede de ativistas. Até que em 1996, enfim, foi lançado o WWF-Brasil, que acaba de completar 25 anos.

Desde então, a luta da entidade vem ganhando corpo. A história de sua atuação no país reflete a evolução da temática ambiental entre os brasileiros. Na pauta estão temas hoje discutidos mais abertamente na mídia, como desmatamento, queimadas, crise hídrica, preservação do solo e também dos territórios indígenas. São diversos os projetos para atender essas demandas. E eles são trabalhados por região. O WWF-Brasil atua em quatro ecossistemas: Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica e Cerrado.

Se na origem a missão mais visível da entidade no país estava em proteger o mico-leão-dourado, agora seu principal desafio é reverter o desmonte ambiental. É o que conta Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil. “Quem irá reflorestar o que foi desmatado? Como reequilibrar o regime de chuvas que já foi afetado pelo desmatamento?”, questiona.

Voivodic alerta que esse é um problema tão grave que pode deixar um legado permanente de destruição para o Brasil. Afinal, “são três anos consecutivos de recordes de queimadas e desmatamento”.

Para evitar o agravamento desse cenário, o WWF-Brasil desenvolve programas como o Ecodrones. Iniciado em 2015, o projeto avalia o uso da tecnologia para diferentes aplicações na conservação da natureza e na pesquisa ambiental. Entre eles, está a fiscalização e o mapeamento em alta resolução dos parques nacionais.

Os drones são uma solução de baixo impacto e podem ser adaptados para paisagens como florestas, rios e savanas. Os equipamentos vêm sendo utilizados mais intensamente nos últimos anos devido ao agravamento dos incêndios e do desmatamento. Segundo a entidade, foram identificados em agosto 15.043 focos de queimadas no Cerrado, contra 10.115 em 2020. Já na Amazônia, foram registrados em agosto 28.060 focos. Com a experiência do projeto, o WWF-Brasil publicou em julho passado o “Guia de uso da tecnologia de drones para conservação”, o primeiro do tipo no país.

A tecnologia é também aliada em um projeto elaborado para uma das espécies que está no foco da entidade: o boto amazônico. Desde 2017, ela apoia um coletivo de cientistas de cinco países da América do Sul, que formam a Sardi (South American River Dolphins Initiative). Esses pesquisadores têm feito expedições às bacias dos rios Amazonas e Tocantins-Araguaia, no Brasil, e Orinoco, na Colômbia, para compilar dados que ajudem na proteção do “golfinho dos rios”.

 

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