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Wuhan encontra rastros de coronavírus em carne congelada procedente do Brasil

·2 minuto de leitura
Mulher observa um modelo do coronavírus covid-19 na 'World Health Expo' em Wuhan, na província de Hubei, China, onde o coronavírus foi detectado pela primeira vez em dezembro de 2019
Mulher observa um modelo do coronavírus covid-19 na 'World Health Expo' em Wuhan, na província de Hubei, China, onde o coronavírus foi detectado pela primeira vez em dezembro de 2019

A cidade chinesa de Wuhan anunciou nesta sexta-feira (13) que detectou rastros do novo coronavírus em três amostras retiradas de carne bovina procedente do Brasil.

A carne estava congelada desde que chegou à China em agosto, procedente do Porto de Santos, o principal do Brasil. Em um primeiro momento, foi conservada em um depósito de Qingdao (nordeste) e depois em Wuhan (centro da China), e "não havia entrado no mercado", afirmou a comissão de saúde da cidade em um comunicado.

Desde a descoberta das mostras positivas na quinta-feira, o lote de carne bovina de 27 toneladas foi isolado, e a área de armazenamento, desinfectada.

A cidade de Wuhan "adotou rapidamente medidas de emergência que incluem o armazenamento lacrado de mercadorias, o isolamento dos funcionários e a desinfecção do local", completa o texto.

De acordo com a comissão, 112 funcionários do depósito foram testados, e todos apresentaram resultado negativo.

O Ministério da Agricultura do Brasil assegurou que não recebeu "nenhuma notificação das autoridades sanitárias chinesas", disse um porta-voz à AFP por e-mail.

Wuhan, capital da província de Hubei e onde foi detectado pela primeira vez o novo coronavírus - em dezembro do ano passado, antes da propagação para o restante do mundo -, pediu a seus habitantes que "não comprem alimentos importados congelados pela Internet e examinem com cuidado os relatórios de testes de ácido nucleico dos produtos antes de comprá-los".

O comunicado da comissão de saúde não cita nenhuma medida contra o exportador brasileiro, ou uma suspensão das importações.

A China, que encontra com frequência rastros do vírus nas importações, já anunciou em alguns momentos suspensões temporárias das importações de vários fornecedores, após detectar amostras positivas e focos nas fábricas dos fornecedores estrangeiros.

No início da semana, as autoridades de Nankin (leste) anunciaram que um lote de carne bovina argentina continha rastros do coronavírus.

Em outubro, a autoridade alfandegária suspendeu a importação de carne da brasileira Minerva SA durante uma semana.

Em agosto, a cidade de Shenzhen, próxima a Hong Kong, anunciou que as autoridades sanitárias detectaram o vírus em amostras retiradas de asas de frango congeladas procedentes do Brasil, o maior produtor mundial de carne de frango.

No mesmo mês, a cidade de Wuhu, na província de Anhui, indicou que descobriu o vírus em embalagens de camarões procedentes do Equador, que estavam conservados no congelador de um restaurante da cidade.

Também eram procedentes do Equador os pacotes de camarão branco com resultado positivo para o novo coronavírus detectados nos portos chineses de Dalian e Xiamen em julho. As importações de três empresas foram bloqueadas, mas a medida foi retirada mais tarde.

burs-bc/es/fp/tt/jc