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Witzel: 'Há interesses poderosos contra mim, que querem destruir o estado'

Extra
·3 minutos de leitura

IO - O governador afastado Wilson Witzel fez um pronunciamento horas depois da determinação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele negou irregularidades em sua gestão e afirmou que "é um cidadão que veio governar o Estado do Rio e está sendo massacrado" porque há interesses poderosos contra ele.

— Essa minha indignação é a indignação de um cidadão que veio governar o Estado do Rio. E está sendo massacrado porque há interesses poderosos contra mim. Querem destruir o Estado do Rio, atingindo a mim, o presidente da Alerj, o vice-governador.

Witzel disse que o ministro Benedito Gonçalves teve um "momento de lucidez" do ministro por não ter decretado sua prisão, que foi pedida pela Procuradoria Geral da República (PGR).

— Graças a Deus, num momento de lucidez o ministro Benedito não decretou a minha prisão, o que seria uma injustiça — disse.

Witzel disse que quer que provas sejam apresentadas contra ele.

— Eu quero desafiar o MPF na pessoa da doutora Lindora (subprocuradora-geral da PGR Lindora Araújo), porque agora é pessoal. Eu quero que a ela apresente um único e-mail, telefone, prova testemunhal, pedaços e papel em que eu tenho qualquer tipo de vantagem ilícita pra mim — afirmou.

Durante o pronunciamento, o governador afastado citou a gestão Sérgio Cabral, que está preso:

- Quanto tempo vamos esperar para o povo do Estado do Rio de Janeiro saber que o governador que eles elegeram veio para combater a corrupção. Pega o governo do Sérgio Cabral, em que o Sérgio Côrtes (secretário de Saúde do Rio na estão Cabral) passou quase oito anos roubando. Pega o governo da Prefeitura do Rio, aonde o secretário de Obras passou anos roubando. Aqui, não.

Ele citou o ex-secretário de Saúde Edmar Santos, que fez um acordo de delação premiada.

- Edmar nos enganou a todos. Tentou ludibriar a todos nós. Eu reafirmo que não tenho medo de delação, porque a delação desse canalha do Edmar é mentirosa, foi pego com a boca na botija - disse.

Ele afirmou estar indignado com seu afastamento, citou que há "organizações criminosas que estão perdendo dinheiro" e querem tirá-lo do governo. Ele também apontou que a operação deixa fragilizado Cláudio Castro, vice-governador que assumiu o posto de Wizel e foi alvo de busca e apreensão:

- Essa minha indignação ela é indignação de um cidadão que veio governar o Estado do Rio de Janeiro e que está sendo massacrado politicamente porque há interesses que não me querem governando o estado. Há interesses poderosos contra mim e querem destruir o Estado do Rio de Janeiro, atingindo a mim, o presidente da Assembleia Legislativa , o vice-governador, que vai ficar em exércício agora, com uma busca e apreensão que foi feita na casa dele. Fragilizado. Porque a mim ninguém fragiliza, não. Pode fazer o que quiser.

Wizel ainda comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de restringir as operações em comunidades do Rio durante a pandemia do coronavírus.

- Com o compromisso de governar o estado, reduzir is índices de criminalidade, enfrentando todas as dificuldades, porque o STF a exata dimensão do problema do estado e foi só dar um pouquinho de espaço para o crime organizado que eles avançaram - pontuou.