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Witzel cobra recursos federais e diz que manterá distanciamento social

Rodrigo Carro

Governador do Rio de Janeiro também fez críticas ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) afirmou em áudio enviado por WhatsApp ao programa RJ-TV, da TV Globo, que não afrouxará as restrições impostas à circulação de pessoas, ao funcionamento do transporte público e à abertura de estabelecimentos comerciais. As limitações foram impostas pelo governo fluminense para conter o avanço do novo coronavírus no Estado.

Em entrevista por telefone ao RJ-TV na manhã desta quinta-feira, Witzel havia cobrado a injeção de recursos federais na economia estadual e afirmando que seria muito difícil manter a política de distanciamento social no Rio de Janeiro sem a ajuda financeira da União.

“Se o governo federal, até segunda-feira, não apresentar algo que dê esperança para que as pessoas possam saber que não vão morrer de fome e não vão ter um cataclisma na suas vidas, vai ser muito difícil continuar com essas medidas protetivas”, disse o governador.

Leo Pinheiro/Valor

“Porque não podemos pedir para as pessoas ficarem em casa, para que as empresas fiquem fechadas se quem tem condições de socorrer, que é o governo federal, e tem dinheiro para isso, não tomar as providências. A responsabilidade passa a ser deles”, completou.

Mais tarde, na gravação de voz, Witzel frisou que continuará segundo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

Ele também fez críticas ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no áudio que enviou à TV Globo. “Da noite para o dia vejo o ministro da Saúde, que é a autoridade máxima da Saúde no Brasil e orientador das nossas ações, mudar de opinião. Diz que começamos o isolamento cedo demais, critica a quarentena e lava suas mãos, indo na mesma direção das falas do presidente [Jair Bolsonaro]”

“Estou estarrecido com a politização de uma situação tão grave como esta. Esse novo posicionamento do ministro Mandetta nos surpreende e deixa a sociedade zonza e confusa sobre o que fazer”, disse ainda o governador.

No mesmo áudio, Witzel reiterou que o diálogo com o governo federal foi reaberto na quarta-feira. “Tivemos a reabertura do diálogo com o governo federal. Recebemos uma sinalização do ministro [da Economia] Paulo Guedes de que nos ajudaria com a antecipação de recursos do leilão da Cedae [Companhia Estadual de Águas e Esgotos]”, contou.