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Wikipédia se recusa a censurar artigo sobre invasão russa na Ucrânia

·2 min de leitura
Artigo da Wikipédia sobre a invasão russa já conta com tradução para mais de 100 línguas
Artigo da Wikipédia sobre a invasão russa já conta com tradução para mais de 100 línguas
  • Empresa considerou as ameaças russas uma forma de censura;

  • Segundo a Wikipédia, seus artigos são criados por voluntários comprometidos com a verdade;

  • O artigo no momento se encontra trancado para edições.

Após a Rússia ordenar a retirada de um artigo da Wikipédia sobre a recente invasão do país à Ucrânia, sob pena de ser bloqueada no país, a fundação que gere a enciclopédia virtual, Wikimedia Foundation, afirmou que não irá ceder às pressões de Moscou.

De acordo com o órgão regulador das comunicações no país, o Roskomnadzor, o artigo da Wikipédia contém "informações distribuídas ilegalmente", como o número de baixas militares e dados sobre mortes de civis e crianças ucranianas. A agência reguladora pediu a remoção imediata dessas informações do artigo, sob risco de bloquear o acesso ao site no país.

A Wikimedia Foundation, no entanto, vê as pressões das autoridades como uma tentativa de censurar o artigo, chamado de "Invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022". A fundação afirma que o site é mantido por voluntários que empenham seus esforços para que o conteúdo publicado seja verdadeiro e confiável.

"Como sempre, a Wikipédia é uma importante fonte de informações confiáveis e factuais nesta crise. Em reconhecimento a esse importante papel, não vamos recuar diante dos esforços para censurar e intimidar membros de nosso movimento", afirmou a Wikimedia em comunicado oficial.

O artigo, cuja versão em inglês já foi acessada mais de 11 milhões de vezes e já foi traduzido para 100 idiomas, se encontra trancado para edição de qualquer pessoa, de modo a evitar vandalismos na página, como a sua desformatação ou a alteração de conteúdos.

Outras empresas que dão acesso à informação também foram alvos de bloqueios por parte dos russos. O Twitter, por exemplo, foi bloqueado no país por permitir o fluxo de informações irrestrito sobre a guerra, além de rotular jornalistas e jornais russos como afiliados ao Estado. O YouTube, por sua vez, decidiu por bloquear o acesso a canais de notícias russos, como o Russia Today e o Sputnik, na Europa, além de tirar o financiamento de anúncios dos canais.