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WhatsApp | Telefones de oito milhões de brasileiros vazam na internet

Os números de telefones de oito milhões de brasileiros aparecem no meio de um grande volume de dados do WhatsApp, à venda em um fórum cibercriminoso com informações de 487 milhões de pessoas de 84 países. Nosso país é um dos que tem maior parcela de contatos aparecendo no banco de dados, enquanto os mais atingidos são Egito (44,8 milhões), Itália (35,6 mi), EUA (32,3 mi), Arábia Saudita (28,8 mi), França (119,8 mi) e Turquia (19,6 mi).

De acordo com os responsáveis pelo vazamento, cuja origem não foi informada, todos são correspondentes a usuários ativos no WhatsApp. O banco de dados não inclui outras informações dos usuários, mas elas podem ser obtidas a partir dos próprios telefones, seja por meio da raspagem de dados disponíveis nos próprios perfis, como nome e foto, até através de tentativas de phishing.

A autenticidade do volume foi confirmada pelos especialistas em segurança do Cybernews, que tiveram acesso a uma amostra do vazamento. Eram 817 números dos Estados Unidos e outros 1.097 do Reino Unido, todos válidos e correspondentes a usuários ativos do WhatsApp. A origem do comprometimento, porém, não foi revelada, com o responsável afirmando apenas ter usado “estratégias” para obter as informações.

<em>Brasil é um dos países mais atingidos por vazamento de números ativos do WhatsApp; volume pode ser fruto de raspagem de dados e não acompanha outras informações dos usuários (Imagem: Reprodução/CyberNews)</em>
Brasil é um dos países mais atingidos por vazamento de números ativos do WhatsApp; volume pode ser fruto de raspagem de dados e não acompanha outras informações dos usuários (Imagem: Reprodução/CyberNews)

O valor de venda também não é informado, enquanto os interessados têm acesso a um link no Telegram por onde acontecem as negociações. A aposta dos pesquisadores é na raspagem, um processo automatizado que varre a rede em busca de dados públicos que são compilados em um banco único. Individualmente, a disponibilidade não é necessariamente perigosa, mas quando reunidas, as informações podem levar à distribuição em massa de golpes ou tentativas de fraude, principalmente se cruzadas com outros vazamentos anteriores.

O Cybernews disse ter entrado em contato com a Meta sobre este vazamento, mas a empresa que é dona do Whatsapp não retornou. A raspagem de dados é contra os termos de uso do mensageiro, o que não impede sua utilização por agentes maliciosos, como outros casos e, aparentemente, também este, demonstram.

Para evitar golpes relacionados a vazamentos desse tipo, é importante ficar de olho em mensagens não solicitadas que cheguem pelo WhatsApp. Desconfie de promoções, promessas de brindes gratuitos ou de links que promovam o download de aplicativos ou serviços online, evitando realizar downloads, preencher cadastros ou entregar dados desta maneira.

Vale a pena ativar a verificação em duas etapas no WhatsApp e também em outros serviços críticos como e-mails, redes sociais e apps financeiros. Senhas devem ser únicas e exclusivas de cada plataforma, sempre com caracteres aleatórios e de difícil adivinhação, enquanto, no celular, é sempre importante ter apps de segurança instalados e o sistema operacional atualizado.

Fonte: Canaltech

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