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WhatsApp começa a testar criptografia para backup de conversas

·2 minuto de leitura

Os backups protegidos por criptografia finalmente estão chegando às mãos de usuários do WhatsApp. Nesta sexta-feira (16), a versão beta do mensageiro começou a liberar o mecanismo de segurança para o armazenamento de conversas na nuvem, mas é necessário criar uma senha para colocá-lo em ação.

A combinação criada pelo usuário não é compartilhada com nenhuma empresa — nem Google ou Apple, donas do Drive e do iCloud, respectivamente, onde ficarão guardadas as cópias dos chats. Sempre que a restauração das conversas for solicitada (depois de trocar de celular ou de uma formatação, por exemplo), é necessário inserir a senha do backup para prosseguir na recuperação dos papos antigos.

Ativar a proteção demanda a criação de uma senha que será utilizada sempre que o usuário for restaurar as conversas (Imagem: Reprodução/WABetaInfo)
Ativar a proteção demanda a criação de uma senha que será utilizada sempre que o usuário for restaurar as conversas (Imagem: Reprodução/WABetaInfo)

Outra opção para ter os diálogos de volta é fornecer ao WhatsApp a chave de criptografia do backup, apresentada pelo mensageiro assim que a proteção é estabelecida. O código soma 64 caracteres compostos por números e letras de A a F. Devido ao tamanho, é praticamente impossível memorizar essa sequência, então a solução seria salvar em um bloco de notas para uso posterior, mas, claro, tenha muito cuidado na hora de escolher onde você vai guardar tal informação.

A chave de decriptação também pode ser fornecida para restaurar a senha (Imagem: Reprodução/WABetaInfo)
A chave de decriptação também pode ser fornecida para restaurar a senha (Imagem: Reprodução/WABetaInfo)

Apresentar a chave ao mensageiro permite restaurar a senha do backup. Se ela também for perdida ou esquecida, não haverá formas de recuperar as conversas criptografadas.

Backups criptografadas chegam com anos de atraso

A camada de segurança para mensagens foi implementada em 2014, mas as cópias que ficam na nuvem não contavam com proteção. Sendo assim, os registros salvos poderiam ser interceptados por invasores, se eles conseguissem burlar as proteções do Google Drive ou iCloud.

Com a criptografia de ponta a ponta, somente os celulares que detêm a chave para descriptografar são capazes de restaurar as mensagens. A interceptação não é impossível, mas é significativamente mais complexa.

A proteção do backup chegará primeiro aos usuários do beta para Android, então não deve demorar muito para que membros do programa para iOS também recebam o recurso. No sistema do Google, a novidade está contida na compilação 2.21.15.5 (por isso, se ainda não aparece para você, procure por atualizações pendentes na Play Store)

Fonte: Canaltech

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