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WhatsApp: por que os EUA não ligam para o app mais popular do Brasil?

·2 minuto de leitura
Logo do WhatsApp em tela de celular
Enquanto virou de cabeça para baixo a rotina de milhares pessoas no mundo, a pane no WhatsApp desta segunda-feira, 4, mal impactou os norte-americanos

(REUTERS/Thomas White)

  • Somente 20% dos usuários de smartphones nos EUA utilizam o WhatsApp

  • O número contrasta com o do Brasil, onde 90% conta com o aplicativo

  • Dentre os motivos, estão a cultura do SMS, integração com iPhone e preferência por outros apps

Com mais de 2 bilhões de usuários em mais de 180 países, o WhatsApp se consagrou como o aplicativo de mensagens mais famoso do mundo. No Brasil, a Panorama Mobile Time/Opinion Box estima que 90% dos usuários de smartphones usem a ferramenta, mas um fato curioso chama a atenção: nos Estados Unidos, onde foi criada, ela é bastante impopular.

Sucesso do SMS

Conforme aponta a Pew Research Center, apenas 20% dos celulares têm o WhatsApp instalado por lá e um dos motivos é a cultura do SMS. Desde que a rede 2G facilitou o envio das mensagens – que costumavam custar caro na década de 1990 -, as operadoras norte-americanas passaram a ofertar planos com ligações ilimitadas e SMS grátis, o que transformou a rotina da população.

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"A boa e velha telefonia 2G realmente surpreendeu os americanos, que a tomaram para si", disse Scott Campbell, professor de telecomunicações da Universidade de Michigan, para o blog de tecnologia Lifewire.

Conforme aponta a matéria da Época Negócios, o hábito criado pela população permaneceu mesmo quando a internet móvel se tornou mais acessível, além do fato de que os iPhones, usados por 50% dos consumidores, adaptaram seu sistema iOS para conectar o aplicativo iMessage às plataformas de SMS.

Atrás de outros aplicativos

O WhatsApp também perde espaço para outras ferramentas de mensagens, como o Facebook Messenger, usado por 87% dos americanos em 2021.

Seguido dele, vem o FaceTime (34%), Zoom (34%) e Snapchat (28%). Entretanto, a população latina dos Estados Unidos ainda não caiu na graça desses aplicativos, e segue utilizando o WhatsApp de forma massiva para se comunicar, inclusive, com pessoas de outros países.

Ainda assim, há expectativas de que algumas funcionalidades do mensageiro conquistem os norte-americanos e transformem a cultura do SMS. Um bom exemplo é a possibilidade de criar grupos, bem como proteger as mensagens – muito mais vulneráveis a invasões do que as conversas criptografadas do aplicativo comprado pelo Facebook.

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