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WhatsApp e TSE: entenda o acordo que Bolsonaro quer derrubar

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, quer derrubar o acordo
O presidente da República, Jair Bolsonaro, quer derrubar o acordo (Crédito: Getty)
  • Bolsonaro discorda de excepcionalidade no Brasil para acordo

  • · Esse novo recurso do Whatsapp se chama comunidades

  • · WhatsApp se comprometeu a não lançar novas ferramentas que impactam no funcionamento da plataforma

Nesta sexta-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou o acordo entre o WhatsApp e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que a nova ferramenta da plataforma, que permite grupos com milhares de pessoas, só comece a funcionar no Brasil depois do segundo turno das eleições de 2022.

"E já adianto que isso que o WhatsApp está fazendo no mundo todo, sem problema. Agora abrir uma excepcionalidade no Brasil isso é inadmissível e inaceitável”, disse o presidente.

Bolsonaro afirmou ainda, em vídeo gravado durante a motociata no interior de São Paulo e divulgado pela Jovem Pan, que a decisão não deve ser cumprida.

"Não vai ser cumprido esse acordo que porventura eles realmente tenham feito com o Brasil com informações que eu tenho até esse momento", declarou.

Como definir esse acordo?

Esse novo recurso do Whatsapp se chama comunidades. Ela funciona como uma espécie de guarda-chuva para abrir diversos grupos com usuários. Será, na prática, um grupo de grupos, que poderá ter milhares de participantes. Hoje, grupos de conversa na plataforma podem ter, no máximo, 256 membros.

Entre várias medidas como criação de um robô para tirar dúvidas sobre as eleições e o canal para denúncias contra disparado de mensagens em massa, o WhatsApp se comprometeu também a não lançar novas ferramentas que impactam diretamente no funcionamento da plataforma até o fim do período eleitoral deste ano.

"O acordo do WhatsApp com o TSE visa justamente proteger a democracia contra comportamentos inautênticos, mas sem restrição indevida ao debate público e à liberdade de expressão", declarou, na ocasião do acordo, o ministro Luís Roberto Barroso, então presidente do TSE.

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