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Western Union fechará escritórios em Cuba a partir do dia 23

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Vestindo camiseta com estampa da bandeira americana, um homem descansa em uma rua de Havana, em 21 de outubro de 2020
Vestindo camiseta com estampa da bandeira americana, um homem descansa em uma rua de Havana, em 21 de outubro de 2020

A americana Western Union fechará seus escritórios em Cuba a partir do próximo dia 23, por pressão do governo Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira (13) sua parceira local, Fincimex.

"A Fincimex e a Western Union concordaram em suspender, a partir de 23 de novembro, o pagamento das remessas e a operação dos 407 postos de pagamento que integram a rede desta empresa americana em Cuba", informou a empresa cubana em sua página no Facebook.

A decisão obedece à iniciativa de Washington de incluir a Fincimex em uma lista do Departamento do Tesouro de mais de 200 empresas cubanas que afirma serem administradas por militares da ilha e com as quais nenhuma empresa americana pode fazer negócios.

"Os Estados Unidos eliminaram os militares cubanos do processo de remessas, com o objetivo de proteger os direitos humanos do povo cubano e garantir que as famílias cubanas - e não os militares - recebam o máximo benefício das remessas", anunciou em sua conta no Twitter o secretário de Estado adjunto, Michael Kozak.

Ele acrescentou que o governo cubano "sabe o que deve fazer para permitir a transferência de dinheiro: simplesmente assegurar que ele fique no bolso das famílias cubanas, e não do Exército cubano".

A Fincimex, que foi parceira da Western Union por mais de 20 anos, enfatizou que "a interrupção do serviço de remessas entre os dois países é de responsabilidade única e exclusiva do governo dos Estados Unidos".

Estas são, disse a empresa, "medidas unilaterais do atual governo dos Estados Unidos, destinadas a sufocar a economia cubana em meio aos efeitos adversos da pandemia de covid-19".

Durante sua gestão, o governo Trump emitiu mais de 130 medidas adicionais para fortalecer o bloqueio que os Estados Unidos mantêm a Cuba desde 1962, algumas das quais, como a suspensão das remessas familiares, afetam diretamente a população.

O presidente americano eleito, Joe Biden, disse que as primeiras medidas que tomará em relação a Cuba serão a restituição das remessas familiares e as viagens de americanos à ilha.

As remessas familiares, estimadas em cerca de US$ 3,5 bilhões anuais, são um importante apoio para muitas famílias cubanas, e a segunda maior entrada de divisas no país, depois da venda de serviços médicos e antes do turismo.

cb/ka/dg/bn/lb