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Western Union fechará agências em Cuba após novas sanções dos EUA

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Vestindo camiseta com estampa da bandeira americana, um homem descansa em uma rua de Havana, em 21 de outubro de 2020
Vestindo camiseta com estampa da bandeira americana, um homem descansa em uma rua de Havana, em 21 de outubro de 2020

A empresa americana de transferência de ativos Western Union vai fechar suas agências em Cuba após as novas sanções de Washington que proíbem operar com a Fincimex, sociedade financeira cubana administrada pelos militares, anunciaram nesta terça-feira (27) autoridades da ilha. 

A Western Union fechará seus "407 pontos de pagamento distribuídos em todo o país por causa destas disposições brutais", segundo um comunicado da Fincimex, publicado na página da internet do Ministério das Relações Exteriores, acrescentando que o anúncio destas sanções "em meio a uma pandemia reforça o cinismo, o desprezo pelo povo cubano e o oportunismo do governo americano". 

As sanções de Washington, anunciadas na sexta-feira, devem entrar em vigor até, no máximo, 27 de novembro. 

A Western Union prometeu anúncios em breve, após assegurar à AFP que queria "continuar fornecendo serviços essenciais de dinheiro aos clientes" e se manter "trabalhando para se adaptar às novas regras e regulações relativas a Cuba". 

"Enquanto isso, os serviços da Western Union entre Estados Unidos e Cuba seguem operacionais" e "os clientes americanos podem enviar dinheiro diretamente a seus familiares em Cuba de nossas sucursais ou pela internet (...) para que chegue a nossas mais de 400 agências em Cuba", acrescentou a empresa. 

As remessas que os cubanos no exterior enviaram às suas famílias na ilha em 2017 representaram 3,5 bilhões de dólares, segundo estimativa do economista Carlos Mesa-Lago, tanto quanto o turismo. 

Mas o embargo que os Estados Unidos aplicam a Cuba desde 1962 se torna a cada dia mais virulento e complica as transferências de dinheiro a Cuba. Cada vez são mais os bancos que negam qualquer operação com a ilha por medo das sanções, que recentemente visaram empresas cubanas que gerenciavam os envios de remessas. 

"As remessas familiares para Cuba têm sido politizadas continuamente pela extrema direita anti-cubana", denunciou a Fincimex. "Desde setembro de 2019, o governo dos Estados Unidos vem aplicando medidas coercitivas para restringir o fluxo de remessas", acrescentou. 

"Os Estados Unidos apoiam o princípio de que os cubanos devem ter a possibilidade de prosperar e ajudar suas famílias sem que os militares cubanos usem ao seu arbítrio sua renda em moeda forte", havia dito no sábado o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, que destacou que "Cuba é o único pais do hemisfério onde as forças militares ficam com parte das remessas". 

"As forças militares do general Raúl Castro (ex-presidente e secretário-geral do Partido Comunista Cubano, PCC) não poderão lucrar com os fundos generosos e bem-intencionados que as famílias enviam ao povo cubano", acrescentou. 

Após uma aproximação histórica, em 2014, durante a presidência de Barack Obama, as relações entre Cuba e Estados Unidos ficaram tensas após a chegada ao poder de Donald Trump, que aumentou as sanções contra o governo cubano, ao qual acusa de apoiar militarmente Nicolás Maduro na Venezuela. 

ka/yow/rsr/mvv