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Weitraub diz que governo continuará comprando livros didáticos: "Só que não vai ter ideologia"

Murillo Camarotto

"Não é para doutrinar, isso é coisa do passado”, afirmou o ministro O ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulgou neste sábado em suas redes sociais um vídeo no qual afirma que o governo continuará investindo na compra de livros didáticos, mas que eles não irão doutrinar os estudantes.

Jorge William/Agência O Globo

De acordo com o ministro, o governo desembolsa anualmente cerca de R$ 2 bilhões com livros e que esse investimento vale a pena, pois a aquisição individual por cada família seria muito mais custosa.

“Só que não vai ter ideologia. É pra ensinar a ler, escrever, Ciências, Matemática... Não é para doutrinar, isso é coisa do passado”, afirmou o ministro.

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Na última quinta-feira, o ministro defendeu que o Congresso Nacional comece “do zero” as discussões para a reformulação do Fundeb.

Weintraub confirmou que, após o recesso legislativo, o governo vai enviar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o assunto, contrariando as discussões que já acontecem há meses sobre o tema no Parlamento.

Criado em 2006, o Fundeb é responsável por 63% das verbas da educação básica. A promulgação de um novo fundo é necessária porque, por lei, o atual modelo perde validade em 31 de dezembro deste ano.

A polêmica sobre a mudança nos livros didáticos se deu depois de o presidente Jair Bolsonaro dizer, nos últimos dias, que o governo vai “suavizar” os conteúdos que são entregues hoje aos estudantes, que, segundo ele, têm “muita coisa escrita”.

O único assunto que o ministro evitou, na entrevista foi sua possível saída do cargo, algo que é ventilado nos bastidores do Planalto. “[Esse assunto] Não é o tema da coletiva”, se limitou a dizer quando questionado.