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Sem provas, Weintraub diz que federais têm plantações 'extensivas' de maconha

O ministro da Educação chamou as universidades de 'madraças da doutrinação' (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Plantações são tão grandes que chegam a usar borrifadores de agrotóxicos, afirma ministro

  • Abraham Weintraub também diz que faculdades de química estão fabricando metanfetamina

O ministro da Educação do governo Bolsonaro, Abraham Weintraub, afirmou em entrevista ao site Jornal da Cidade Online que há universidades federais no Brasil com “plantações extensivas de maconha”. Ele não citou os nomes das unidades de ensino que supostamente participam da fabricação da droga, e nem apresentou provas para a acusação.

De acordo com Weintraub, as plantações dentro das universidades são tão grandes que os produtores usam borrifadores de agrotóxicos. O ministro também acusou as universidades federais de boicotarem a agroindústria brasileira defendendo os produtos orgânicos – exceto a maconha:

“Porque [para a comunidade universitária] orgânico é bom contra a soja, para não ter agroindústria no Brasil. Na maconha deles, eles querem tudo o que a tecnologia está à disposição.”

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Além das supostas plantações extensivas de maconha, o ministro da Educação acusa as universidades federais de “coisas piores”. Weintraub afirma que os laboratórios das faculdades de química estão sendo utilizados para a fabricação de metanfetamina.

Assista a um trecho da entrevista:

Para o ministro, as universidades federais supostamente são palco desses crimes porque “a polícia não pode entrar nos campi”. Na realidade, não existe qualquer impedimento legal para a atuação das polícias Militar e Civil dentro das universidades.

Na entrevista, o ministro da Educação também chamou as universidades de “madraças de doutrinação” – uma referência às escolas islâmicas que ensinam o Alcorão às crianças.