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Weintraub deve pedir demissão do Ministério da Educação

Ministro da Educação deve pedir demissão ainda nesta semana (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Pressionado por parlamentares, por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e por assessores do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, deve pedir demissão ainda nesta semana, diz a coluna Radar, da Revista Veja.

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A saída dele faz parte de uma trégua que está sendo construída por interlocutores de Jair Bolsonaro com os demais poderes.

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Assessores do Planalto defendem que a demissão ocorra antes da audiência de Abraham Weintraub ao Senado, ainda sem data marcada. O ministro foi convocado para esclarecer a declaração de que “botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF”. A fala foi feita na reunião ministerial do dia 22 de abril e tornou-se pública com a divulgação do vídeo pelo STF.

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Em conversa com Bolsonaro, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que as declarações do ministro contra o STF e sobre a Noite dos Cristais, que provocaram revolta na comunidade judaica, teriam degradado a capacidade de interlocução política do ministro com o Parlamento. 

Alcolumbre alertou também que o chefe da Educação teria dificuldade em conseguir avançar pautas do governo no setor dentro do Congresso.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz abertamente ser “uma pena para o Brasil ter um ministro desqualificado” como Abraham Weintraub. Segundo o deputado, um “homem com essa qualidade não poderia ser ministro de pasta nenhuma”.

Apesar das polêmicas de Abraham Weintraub, o presidente resistia a demiti-lo, por representar a ala ideológica do governo. Mas teria sido convencido de que a demissão do chefe da Educação ajudaria na construção de uma base de apoio no Congresso, além de acalmar a relação com o Judiciário.

COMUNIDADE JUDAICA

O Observatório Judaico Henry Sobel de Direitos Humanos defendeu a demissão do titular da Educação, por conta da referência feita pelo ministro à “Noite dos cristais”, episódio violento de perseguição aos judeus ocorrido em 1938. De acordo com a entidade, Weintraub não demonstrou competência à frente do cargo, destacou-se apenas por “declarações deliberantes e bombásticas” ao longo de mais de um ano de “desastrosa gestão” e “banalizou o mal nazista”.

Abraham Weintraub comparou a ação cumprida pela Polícia Federal no inquérito das fake news no dia 27 ao episódio da Noite dos Cristais.


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