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"Weinstein da música": acusações de assédio revelam o pior lado de Serge Gainsbourg

Rafael Monteiro
·2 minutos de leitura
English actress Jane Birkin and French musician Serge Gainsbourg at home in Paris.   (Photo by Reg Lancaster/Getty Images)
Jane Birkin e Serge Gainsbourg . (Photo by Reg Lancaster/Getty Images)

Quase tinta anos após a sua morte, Serge Gainsbourg não goza mais da mesma reputação na França. Influenciadas pelos casos divulgados no cinema estadunidense com o #MeToo, cada vez mais mulheres surgem com relatos de casos de assédio protagonizados pelo músico na mídia local. A última delas foi Lio, de 58 anos, uma das maiores cantoras do país.

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"Eu 'larguei mão' de Gainsbourg, que é simplesmente um assediador. Não era legal com as garotas... Um Weinstein da música... Ele se tornou um aristocrata da música francesa, mas não vou homenageá-lo. Eu experimentei por mim mesma esse seu comportamento", disse ela, recusando-se a homenagear o legado do artista.

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A fala de Lio faz parte de uma série de declarações comprometedoras sobre Gainsbourg coletadas pelo Daily Mail. Até mesmo Jane Birkin, companheira dele por 13 anos, relatou em sua recente autobiografia, “Munkey Diaries”, que o ex-marido foi uma das pessoas mais pervertidas que já conheceu. No livro, a atriz britânica conta um momento de constrangimento.

"Ele queria jogar Ludo, comigo movendo os dados para ele e ele jogando os dados para mim. Foi uma ideia horrível, muito decadente, e me recusei a continuar a tocar", disse ela. Antes de Birkin, com quem teve a filha Charlotte Gainsbourg, o músico também se relacionou com outras atrizes famosas da França, como Brigitte Bardot e Catherine Deneuve.

O seu caso mais famoso de assédio aconteceu no programa de TV “Champs-Élysées”, em 1986. Completamente alcoolizado, o músico disse em alto e bom som - de maneira chula - que queria fazer sexo com uma convidada ilustre da apresentação, Whitney Houston. Constrangida, a cantora estadunidense ficou sem reação.

O mau comportamento também podia ser visto nas canções de Gainsbourg. Em 1966, ele escreveu a canção "Les sucettes" para a cantora France Gall, que tinha apenas 18 anos. Na música (traduzida como "Os Pirulitos"), ele fazia diversas insinuações sexuais. Assustada, a artista se recusou a fazer um dueto com o músico e nunca mais falou com ele.

Nem mesmo Charlotte Gainsbourg escapou da sua doentia obsessão sexual. Em "Lemon Incest", lançada em 1984, o músico não teve o menor pudor em escrever versos como "O amor que nunca faremos juntos é o mais bonito, o mais raro, o mais desconcertante" para a sua própria filha, então com 14 anos.

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