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Wassef e Queiroz estiveram juntos em hotel de Atibaia no fim de 2018

Agência O Globo

Três testemunha afirmaram ao Jornal Nacional que Queiroz deu entrada no Hotel Faro na madrugada de 25 para 26 de dezembro, acompanhado de Wassef Três testemunhas afirmaram ao Jornal Nacional que, na madrugada do dia 25 para o dia 26 de dezembro de 2018, Fabrício Queiroz deu entrada no Hotel Faro, em Atibaia, acompanhado do advogado Frederick Wassef, que não ficou hospedado. Segundo as testemunhas, no dia seguinte, Wassef voltou ao local e eles tiveram uma reunião. Poucos dias antes, o Ministério Público Federal (MPF) confirmou que um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontava movimentações financeiras suspeitas do ex-assessor de Flávio Bolsonaro.

Queiroz chegou ao local no dia 26 de dezembro de 2018, uma quarta-feira, à 1h26 da madrugada. Ele deixou o hotel por volta de 12h37 do mesmo dia. A funcionária que fez o check-out, Cláudia Oliveira, disse que o advogado estava com Fabrício Queiroz.

“Quem estava junto na hora do check-out era o Wassef. Eu sei que o Wassef trouxe o Queiroz, e, pela manhã, o Wassef esteve lá, inclusive procurando uma sala. Ele chegou querendo uma sala, sempre assim, com muita pressa. Ele queria fazer uma reunião”, disse ao Jornal Nacional.

Cláudia afirma que trabalhou de 2017 a 2019 no hotel e que conhecia o advogado. “Conheço sim o Wassef, ele constantemente estava lá.$

Uma outra recepcionista, identificada como Silvana, também confirmou ter visto Queiroz no momento do check-out. “No dia 26, quando eu cheguei no hotel, ele [Fabricio Queiroz] já estava hospedado. Eu trabalhava na recepção. Eu vi ele [Queiroz] no momento do check-out. Na verdade eu não o vi [Wassef], mas como ele já era hóspede antigo do hotel, rolou a conversa de que ele estava lá acompanhando.

Ela também confirma que houve uma reunião: “Não vou saber te dizer o tempo, mas foi no período da tarde. Eu não sei te dizer nomes, mas tinham mais de três pessoas. No caso, estamos falando do Frederick, do Queiroz. Ele [Wassef] era hóspede de lá antes mesmo dessa situação ter acontecido”.

Ainda segundo o Jornal Nacional, no dia em que Fabrício Queiroz foi preso na casa registrada no nome de Frederick Wassef como um escritório de advocacia, um outro funcionário do hotel, identificado como Patrick, fez uma publicação sobre o ocorrido e escreveu: "Gente, eu fiz um walk-in dele aí no hotel um dia, ele foi com aquele xarope que sempre causa, acho que é Frederick, tem no sistema procura aí. Hahahahahaha".

“O Wassef foi até a recepção, eu sempre tava no turno da madrugada, eu entrava às 11 e saía às 7 da manhã, ele chegou por volta de... eu não me lembro exatamente o horário, entre meia-noite e uma, uma e pouquinho, aí ele foi até a recepção, negociou comigo, perguntou se tinha quarto disponível e tudo mais, aí a gente acabou entrando num acordo. Ele já fez o pagamento e ele foi até o carro. Quando ele voltou, ele voltou com outra pessoa e foi quando ele me falou: 'Ah, então, hoje, não sou eu que vou ficar, é esse amigo meu, me apresentou o Queiroz, aí eu fiz o cadastro do Queiroz”, disse a testemunha, declarando, também, que foi o advogado quem pagou a diária em dinheiro, assim como das outras vezes que ficou hospedado no local.

Outras testemunhas afirmaram que o último compromisso de Queiroz naquele dia em Atibaia foi um almoço com Wassef eu um restaurante, junto com um pequeno grupo de amigos. Dias depois, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro passou por uma cirurgia em São Paulo.

Frederick Wassef afirmou em entrevistas passadas não conhecer Fabrício Queiroz nem ter conhecimento de seu paradeiro. Os testemunhos, no entanto, apontam que os dois se conhecem há pelo menos um ano e meio, desmentindo a versão até então apresentada por Wassef que, até a prisão de Queiroz, defendia Flávio Bolsonaro nas investigações da “rachadinha”, que envolvem Queiroz.

Wassef disse desafiar as testemunhas a apresentarem uma foto dele ao lado de Queiroz e que tem sido vítima de uma mega campanha de fake news desde que Queiroz foi preso.