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Warren Buffett dará pistas sobre sua sucessão na reunião anual da Berkshire Hathaway

Redação Finanças
·5 minuto de leitura
Buffett já disse inúmeras vezes que já escolheu seu sucessor. Warren comanda a Berkshire Hathaway desde 1965
Buffett já disse inúmeras vezes que já escolheu seu sucessor. Warren comanda a Berkshire Hathaway desde 1965

O evento dos acionistas da Berkshire Hathaway, que terá transmissão exclusiva do Yahoo Finanças, será totalmente diferente neste ano. Em razão da pandemia do novo coronavírus, o CEO Warren Buffett e o vice chairman Charlie Munger irão conduzir o evento de Los Angeles ao invés vez de Omaha, berço de Buffett. Eles também estarão numa sala de conferência de hotel e deixarão as arenas gigantes, como era o costume.

Os espectadores pelo mundo notarão outra diferença: quatro pessoas estarão na apresentação do evento. Gregory Abel e Ajit (também vices do posto de chairman) se juntarão a Buffett e Munger para a tradicional maratona de perguntas, renovando a curiosidade sobre os planos de sucessão da empresa. Será também o primeiro encontro dos acionistas desde que Buffett completou 90 anos.

A presença de Abe e Jain oferecerá um olhar simbólico para o futuro da companhia e oportunidade de investidores de interagirem com a próxima geração de líderes "buffettlogistas". Além disso, pode oferecer uma prévia de como será o 'Woodstock' do capitalismo quando sua estrela principal não estiver mais lá.

"Abrir nossa liderança para quatro pessoas é um compromisso visível da estratégia de sucessão", disse Laura Rittenhouse, consultora corporativa e autoria de um livro sobre Buffett.

"Ajit and Greg são os potenciais sucessores na Berkshire", ela acrescenta. "É isso que eles irão compartilhar no palco, com Warren e Charlie mostrando o compromisso de Buffett com uma sucessão tranquila. É uma maneira de mostrar aos investidores os dois potenciais sucessores na empresa."

No ano passado, Abel substituiu Munger no palco com Buffett. Embora a pandemia tenha motivado a troca, chamou a atenção de alguns observadores que se perguntavam se a presença de Abel o tornava um candidato favorito para se tornar CEO. (Em sua carta aos acionistas em fevereiro passado, Buffett anunciou que Abel e Jain compareceriam à reunião, mas depois mudou os planos devido ao novo coronavírus.

'100% preparado para nossa partida'

Em 2018, Buffett colocou Abel e Jain como executivos seniores no board de diretores, ambos com o título de vice-chairman, aumentando a especulação que ele estariam na primeira linha para suceder Warren. Abel, com 58 anos, veio da divisão de energia da empresa. Já Jain, com 69 anos, supervisionou a divisão de seguros da companhia.

Outro potencial sucessor é Todd Combs, de 50 anos. Ele assumiu em janeiro como CEO da Geico, empresa de seguros de automóveis que faz parte do conglomerado, após trabalhar por mais de uma década como manager de investimentos da empresa. Analistas também apontam para Ted Weschler, 58 anos, manager de portfólio da Berkshire, como um possível nome. Ted chegou à empresa em 2011, não muito depois de comprar um almoço com Warren em um leilão por dois anos consecutivos no valor de 5,2 milhões de dólares

Buffett já disse inúmeras vezes que já escolheu seu sucessor. Warren, que comanda a Berkshire Hathaway desde 1965, confirmou no documento enviado a investidores em fevereiro deste ano que o plano de sucessão está em andamento.

Reconhecendo que ele e seu parceiro de negócios Charlie Munger, de 97 anos, deixarão a empresa algum dia, Buffett escreveu: "Os acionistas não devem se preocupar. Sua companhia está 100% preparada para a nossa saída".

Falando ao Yahoo Finanças no ano passado, Buffett apontou para as empresas que a Berkshire tem as maiores participações, incluindo a Apple e Bank of America, afirmando que todos eles têm planos de sucessão, mesmo que não divulguem o nome do sucessor.

"Não sei quem é o sucessor do CEO em qualquer uma dessas companhias. E tenho visto muitas sucessões indo e vindo nessas holdings. Pensar que não teremos ninguém é simplesmente maluco", disse.

Por mais de 50 anos Buffett comandou a Berkshire Hathaway, que controla mais de 60 companhias, incluindo a Geico e a Dairy Queen, e tm participação minoritária no JPMorgan Chase, Coca-Cola e outras. 

Ele tem um patrimônio líquido avaliado em 102,8 bilhões de dólares e prometeu doar quase tudo como parte do Giving People, organização filantrópica fundada em 2010 nos Estados Unidos por Bill Gates, Melinda Gates e o próprio Buffett, que incentiva pessoas e famílias com grandes fortunas em todo o mundo a contribuir com uma parte significativa de sua riqueza para causas sociais.

Quando Serwer brincou no ano passado que o sucessor provavelmente não seria o cantor pop Justin Bieber, o oráculo de Omaha rebate: "Não será nem mesmo Elon Musk".

Buffett é conhecido no mundo como um símbolo de um capitalismo mais humano, com seu rosto bonachão estampando camisetas e dicas de investimento citadas em inúmeros livros.

Não importa quem suceda Buffett, eles não serão capazes de carregar o peso de sua figura pública, disse Robert Miles, investidor de longa data da Berkshire Hathaway e autor de um livro sobre Warren

"Eles não serão outro Warren Buffett e em muitas formas é muito difícil sucedê-lo", ele disse. "É como usar o número de Babe Ruth [uma lenda do beisebol] e seu uniforme. Você nunca será Babe Ruth. Você será apenas o melhor que puder."

Mas o encontro de acionistas deste ano dará a primeira prévia de como Abel e Jain se saem juntos no palco e se os dois continuarão com esse tipo de evento após a partida de Buffett e Munger

"O Woodstock do Capitalismo pós-Buffett ainda será o 'amor' que é hoje ou será como outras reuniões anuais que duram uma ou duas horas? Ainda poderá atrair 40 mil pessoas?", questiona Miles.