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Waller, do Fed, diz que apoia alta de 0,25p.p. nos juros na próxima reunião

Sede do Federal Reserve em Washington, DC, EUA

Por Howard Schneider e Ann Saphir

(Reuters) - O Federal Reserve pode estar "bem próximo" do ponto em que a taxa básica de juros é "suficientemente restritiva" para controlar a inflação, disse o diretor do banco central dos Estados Unidos, Christopher Waller, nesta sexta-feira.

À medida que a meta da taxa básica se aproxima de 5%, e se a inflação cair conforme o esperado para uma faixa média de 3%, Waller afirmou que "essas são taxas reais restritivas". Ele acrescentou que os atuais custos de empréstimos estão "provavelmente bem próximos" do nível "suficientemente" apertado em que as autoridades do Fed disseram que considerariam interromper as elevações dos juros.

Waller, conhecido por sua postura dura com a inflação e defensor no ano passado de aumentos agressivos na taxa de juros, também disse apoiar uma redução no ritmo de aperto monetário para 0,25 ponto percentual na próxima reunião da instituição.

"Com base nos dados disponíveis neste momento, parece haver pouca turbulência à frente, então atualmente sou a favor de um aumento de 25 pontos-base na próxima reunião (do Comitê Federal de Mercado Aberto)", disse Waller em comentários preparados para evento em Nova York.

O próximo encontro para decisão de juros ocorre em 31 de janeiro e 1 de fevereiro.

Waller disse que permanece "cauteloso" sobre a trajetória da inflação e espera ser necessário "um aperto contínuo da política monetária" para retornar o índice de preços à meta de 2% do Fed.

Ele intitulou seus comentários de "Um caso de otimismo cauteloso" e observou que os sinais de desaceleração da economia, desde a moderação dos gastos do consumidor até uma queda na produção manufatureira, são consistentes com a esperança do Fed de reduzir a demanda geral sem esmagá-la completamente.

Esse processo parece estar em andamento, disse Waller, uma vez que a taxa de desemprego permanece, pelo menos até agora, no menor patamar em meio século, a 3,5%.

"Ainda temos um caminho considerável a percorrer em direção à nossa meta de inflação de 2%... Estou cauteloso com as boas notícias recentes" mostrando que a inflação e os salários continuam moderados, disse ele.

"Mas são boas notícias. Fizemos progressos. Seis meses atrás, quando a inflação estava subindo e a produção econômica estagnada, argumentei... que era bastante plausível fazer progressos na inflação sem prejudicar seriamente o mercado de trabalho. Até agora, conseguimos fazê-lo e continuo otimista de que esse progresso pode continuar."

REUTERS AR IV