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Wall Street vê sinal de alerta com queda nos preços das criptomoedas

Conhecido como “inverno cripto”, os períodos de baixa do mercado de criptomoedas costumam apresentar forte desvalorização nos preços dos criptoativos. A atual tendência de baixa não tem sido diferente. No início de 2021, o valor total de capital investido no setor era de cerca de US$ 3 trilhões (R$ 15 trilhões). Atualmente esse montante caiu cerca de 70%, o que tem deixado Wall Street, o maior centro financeiro do mundo, preocupado.

Semelhantemente ao mercado de ações, os preços das criptos também apresentaram forte desvalorização após o Banco Central dos Estados Unidos, o (FED), iniciar um processo de alta de juros para tentar acabar com a inflação.

No mercado tradicional, diante de medidas como as que estão sendo tomadas pelo FED, os investidores entendem como prejudicial e vendem seus ativos. Para Wall Street, o que está acontecendo nas criptomoedas é uma versão muito mais forte do que acontece no sistema financeiro. Existem quedas e desvalorizações, mas não na intensidade que tem ocorrido com as criptos. E isso tudo acende um alerta, porque os segmentos, embora sejam bem diferentes, possuem similaridades.

Especialistas apontam que Wall Street tem demonstrado preocupação devido à aparente fragilidade das bases que sustentam a indústria de criptomoedas. Recentemente, a moeda digital Terra, até então um projeto confiável, colapsou no mês de maio. Em poucos dias a cripto derreteu mais de 99%, e causou um prejuízo de mais de US$ 40 bilhões (R$ 200 bilhões) dos investidores.

Wall Street está preocupada com mercado cripto, recentes desvalorizações ocasionadas pelo colapso de projetos cripto, assusta o maior centro financeiro mundial(Imagem:Reprodução/Envato-Maciejbledowski)
Wall Street está preocupada com mercado cripto, recentes desvalorizações ocasionadas pelo colapso de projetos cripto, assusta o maior centro financeiro mundial(Imagem:Reprodução/Envato-Maciejbledowski)

Outro evento que assusta Wall Street envolve a Celsius Network, uma plataforma cripto que permite aos investidores depositarem seus tokens em troca de rendimento. A organização travou as contas de cerca de 1,7 milhão de clientes, impedido que eles possam sacar o capital que investiram. Cerca de US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões) estão "presos", e os usuários não sabem se poderão reaver o valor investido.

Brian Armstrong, CEO e cofundador da Coinbase, a maior corretora de criptomoedas dos Estados Unidos, anunciou que a instituição pretende demitir mais de 1.000 funcionários. Ele também alertou que uma recessão pode piorar ainda mais os problemas do setor. “Uma recessão pode levar a outro ‘inverno’ das criptomoedas e pode durar um longo período."

O aumento das taxas de juros em bancos centrais de todo o mundo (inclusive a nossa Selic), deve manter o período de baixa no mercado cripto.(Imagem:Reprodução/Envato-leungchopan)
O aumento das taxas de juros em bancos centrais de todo o mundo (inclusive a nossa Selic), deve manter o período de baixa no mercado cripto.(Imagem:Reprodução/Envato-leungchopan)

Tais eventos ligaram o alerta em especialistas de Wall Street que acompanham o mercado de criptomoedas de perto. Um deles é Hilary Allen, professora de direito da American University. Ela afirmou estar menos preocupada com a recente tendência de baixa, que atinge tanto o sistema financeiro tradicional quanto o de criptos, do que outra questão pouco lembrada. Fundos de investimentos e investidores buscaram empréstimos bancários para investir em criptomoedas. Com a forte queda do mercado essas pessoas perderam um capital que não é delas.

A esperança está na criação de leis que possam regulamentar o setor. Em um comunicado o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, relatou que a recente turbulência evidencia a urgente necessidade de leis para o setor, de modo a mitigar os riscos que os ativos digitais representam”.

Fonte: Canaltech

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