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Wall Street tropeça com reativação fragilizada, segundo o Fed, e índices caem 2%

·2 minuto de leitura
Fachada da Bolsa de Nova York, em Manhattan, Nova York, em 9 de dezembro de 2020

Os três principais índices da bolsa de Nova York fecharam em queda de mais de 2% nesta quarta-feira (27), depois de uma sessão sacudida pelo Fed (Banco Central americano), que registrou um enfraquecimento da reativação da economia, e agitações especulativas.

O índice principal Dow Jones recuou 2,05%, a 30.303,17 pontos; o tecnológico Nasdaq, 2,61% a 13.270,60 unidades; e o S&P 500, 2,57% a 3.750,77 pontos.

Desde a publicação no início da tarde do comunicado do Comitê Monetário do Fed, que reportou um "enfraquecimento" da atividade econômica e do emprego nos Estados Unidos, os índices, já no vermelho, aprofundaram suas perdas.

"O Fed reconheceu que a reativação econômica se debilitou nos últimos meses do ano passado", observou Paul Ashworth, da Capital Economics.

O mercado começou mal o dia, quando os investidores pareciam preocupados "com a recente disparada de valorizações exacerbadas por uma especulação crescente", destacaram os analistas da Schwab.

Os especialistas se mostraram preocupados com o frenesi em torno de ações como o de distribuidor de videogames GameStop (+134% no fechamento, a 347,51 dólares) ou da AMC Entertainment Holdings (+301%, a 19,90 dólares).

A rede GameStop, em dificuldades, é alvo há cinco dias de uma batalha entre fundos especulativos que apostaram na queda do título e 'traders' que compram.

No campo macroeconômico, o FMI lançou um chamado de alerta sobre um "risco de correção" dos mercados.

No fechamento do mercado foi divulgada uma enxurrada de resultados empresariais.

O Facebook faturou mais de 28 bilhões de dólares, sobretudo com publicidade, no último trimestre de 2020, e teve um lucro líquido de 11,22 bilhões de dólares, 53% a mais do que no mesmo período do ano passado, devido à explosão do uso de redes sociais durante a pandemia.

A ação do Facebook subiu 0,18% após o sino do fechamento e após fechar em baixa de 3,51%.

A Apple anunciou nesta quarta um forte avanço de seus lucros trimestrais, assim como um faturamento recorde em três meses, pela primeira vez superior aos 100 bilhões de dólares.

A fabricante do iPhone obteve lucros líquidos de 28,7 bilhões de dólares no primeiro trimestre de seu exercício fiscal 2020-2021, uma alta de 29% em um ano. Os ganhos do grupo alcançaram a cifra astronômica de 111,4 bilhões de dólares.

A fabricante de veículos elétricos Tesla, por sua vez, obteve ganhos em 2020, mas seus benefícios no quarto trimestre decepcionaram e sua ação caía 4% em Wall Street.

O grupo obteve um lucro líquido de 270 milhões de dólares entre outubro e dezembro. Ajustado por ação e sem contar com elementos excepcionais, são 80 centavos por título contra 1,01 dólar esperado pelos analistas.

vmt/lo/mr/rsr/mvv