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Wall Street se recupera com esperanças de estímulo acalmando temores de recessão

Por Stephen Culp
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Por Stephen Culp

NOVA YORK (Reuters) - Wall Street voltou à vida nesta terça-feira, recuperando-se da queda histórica da véspera conforme a caça às ações depreciadas e as esperanças de estímulo por parte do governo acalmavam os temores dos investidores em torno do coronavírus e dos crescentes sinais de recessão iminente.

Todos os três principais índices saltaram quase 5% no dia seguinte às maiores perdas intradiárias que os mercados acionários sofreram desde a crise financeira de 2008.

Ainda assim, o S&P 500 e o Nasdaq encerraram a sessão em torno de 15% abaixo das máximas recordes alcançadas em 19 de fevereiro. Um recuo além da marca de 20% confirmaria um mercado em baixa (bear market).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que tomará "medidas importantes" para aliviar os temores do mercado, solicitando ao Congresso um pacote de estímulo fiscal para incluir um corte nos impostos sobre as folhas de pagamento, entre outras medidas.

"Saindo de ontem, você tem caçadores de ações depreciadas no curto prazo, juntamente com esperanças de estímulo fiscal em potencial", disse Chuck Carlson, diretor executivo da Horizon Investment Services em Hammond, Indiana.

"Pode ser que o maior benefício não seja o que está sendo feito --é que parece haver um plano", acrescentou Carlson. "Parece haver vontade de fazer algo, e é provavelmente isso que está ajudando o mercado".

Os agentes do mercado esperam, em grande parte, que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) reduza as taxas de juros pela segunda vez neste mês na conclusão da reunião de política monetária de dois dias da próxima semana.

Fora dos Estados Unidos, as principais economias mundiais tomaram medidas para amortecer os efeitos da rápida expansão do COVID-19.

As incertezas do mercado em torno do COVID-19 foram exacerbadas ao longo do fim de semana, à medida que a Arábia Saudita e a Rússia abandonaram seu pacto de oferta e se comprometeram a aumentar a produção de petróleo bruto, o que derrubou as cotações.

Mas os preços do petróleo se recuperaram da maior queda percentual desde a Guerra do Golfo de 1991 na segunda-feira, com os contratos futuros do barril de petróleo tipo Brent para o próximo mês subindo 10% depois que a Rússia indicou que estava aberta a negociações com a OPEP.

O Dow Jones subiu 4,89%, para 25.018,16 pontos, o S&P 500 ganhou 4,94%, para 2.882,23 pontos e o Nasdaq Composite avançou 4,95%, para 8.344,25 pontos.