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Wall St bate novos recordes com Fed evitando surpresas ao reduzir estímulos

·2 min de leitura
Operadores trabalham na Bolsa de Nova York, na cidade de Nova York, EUA

Por Lewis Krauskopf e Devik Jain e Shashank Nayar

(Reuters) - Os principais índices acionários de Wall Street registraram sólidos ganhos e marcaram recordes de fechamento nesta quarta-feira, quando o Federal Reserve disse que começará a cortar suas compras mensais de títulos em novembro com planos de encerrá-las em 2022, em anúncio em linha com o esperado pelo mercado.

O S&P 500 e o Nasdaq renovaram suas máximas de fechamento pela quinta sessão consecutiva, enquanto o Dow Jones registrou o quarto fechamento recorde seguido.

O índice de referência S&P 500 avançou a território positivo e terminou com alta sólida depois do anúncio pelo banco central dos EUA. Investidores anteciparam amplamente a decisão de redução de estímulos, em meio à recuperação da pandemia do coronavírus.

"O Fed não balançou o barco neste caso", disse Ryan Detrick, estrategista-chefe de mercado da LPL Financial. "Foi bastante antecipado o que o Fed poderia fazer e eles fizeram o que a maioria das pessoas esperava."

O índice Dow Jones subiu 0,29%, a 36.158 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,64613%, a 4.661 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 1,04%, a 15.812 pontos.

Dos 11 setores do S&P 500, o de consumo discricionário <.SPLRCD > e o de materiais foram os que mais ganharam, com altas de 1,8% e 1,1%, respectivamente. Energia ficou para trás, em queda de 0,8%.

As políticas estimulativas do Fed têm sido um suporte significativo para os mercados, com o S&P 500 mais do que dobrando desde sua mínima de março de 2020, no início da pandemia.

O Fed também manteve sua crença de que a inflação alta se provará "transitória" e provavelmente não exigirá um aumento rápido das taxas de juros.

"Não acho que haja algo único no comunicado além do fato de que eles estão tentando ganhar tempo dizendo que tanto a inflação quanto as interrupções na cadeia de suprimentos são temporárias, essa é a mensagem básica", disse Joseph LaVorgna, economista-chefe para as Américas da Natixis.

Em coletiva de imprensa após a divulgação do comunicado do Fed, o chair do banco central, Jerome Powell, disse ser possível que o mercado de trabalho dos EUA tenha melhorado o suficiente até meados do próximo ano para que se alcance o "pleno emprego", um marco importante a ser superado para que o BC considere aumentar as taxas de juros.

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