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Wall Street inteira se alinha em aposta na força do dólar

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(Bloomberg) -- A turbulência nos mercados globais gera muitos sinais contraditórios, mas com um deles todos concordam: este é um momento de muito otimismo para o dólar

Goldman Sachs, Morgan Stanley, JPMorgan, Citigroup, Bank of America e Société Générale dizem aos clientes que enquanto o medo correr pelos mercados, a moeda americana continuará a se fortalecer.

“Não há outra alternativa”, disse Kit Juckes, estrategista-chefe de câmbio do Société Générale. “Se tivermos um grande evento ruim no mundo, ou uma grande queda nas ações, ou um evento geopolítico, o dólar subirá mais alto, então claro que ninguém quer ficar atrás.”

O clamor pelo mais seguro dos portos seguros, os aumentos agressivos de juros do Federal Reserve e os choques globais da guerra na Ucrânia e lockdowns na China atraem mais dinheiro para o dólar.

É uma força de mercado que aumentará o poder de compra dos americanos diante da inflação, mas também tornará as exportações dos EUA menos atraentes. O dólar mais forte vai apertar as condições financeiras em um momento em que muitos economistas alertam para a perspectiva de recessão.

O Bloomberg Dollar Spot Index registra alta de mais de 5% desde o início de abril e se aproxima de níveis recordes. A moeda está a US$ 1,05 em relação ao euro e mais analistas começaram a levantar a possibilidade de que as duas moedas possam chegar à paridade em breve.

Mais dinheiro se concentra em dólares como resultado da liquidação de ações e títulos, disse Kamakshya Trivedi, co-diretor de câmbio global e taxas de juros do Goldman Sachs. O banco estima que os investidores venderam US$ 65 bilhões em fundos de ações e títulos no mês passado, as primeiras grandes saídas desde o caos da pandemia no início de 2020. Além disso, os dados de fluxo mostram que a demanda pelas principais moedas está se contraindo.

Alguns estrategistas começam a alertar que o dólar parece supervalorizado. A moeda é a mais cara do G10 com base nas taxas de câmbio reais efetivas, segundo o Banco de Compensações Internacionais (BIS).

“O posicionamento está cada vez mais pendendo para posições compradas em dólar”, disse Jeremy Gatto, gerente de portfólio da equipe de soluções de ativos cruzados da Unigestion. “O impulso tende a diminuir.”

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