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Wall Street enfrenta guerras culturais no Texas e Flórida

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A migração de Wall Street para o Texas e a Flórida - onde os impostos são mais baixos, os reguladores mais flexíveis, os imóveis mais baratos e o ritmo mais calmo - foi acelerada com a chegada da pandemia.

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Não demorou muito para que os problemas começassem a aparecer.

Os acordos dos três maiores subscritores de títulos municipais de Wall Street praticamente secaram no Texas, depois que o estado bloqueou governos de trabalharem com bancos que reduziram os vínculos com a indústria de armas. Em junho, quando o Goldman Sachs buscava um novo campus em Dallas, o governador republicano, Greg Abbott, desferiu um golpe nas iniciativas com padrões ambientais, sociais e de governança, ou ESG na sigla em inglês, ao proibir investimentos estatais em empresas que cortam relações com os setores de petróleo e gás.

Isso sem falar nos confrontos sobre vacinas contra a Covid e mandatos de máscara, apagões no Texas com a rede elétrica mais isolada do país, novas leis estaduais que restringem a participação eleitoral e a proibição do aborto. Tudo isso quando acionistas de Wall Street pressionam o setor para combater a mudança climática, o racismo e a disparidade de gênero.

“É muito triste para mim”, disse Colleen Foster, que se aposentou este ano como sócia do Goldman, morou no Texas décadas atrás e fez parte do conselho de diretores nacional da ONG Planned Parenthood. “Estamos retrocedendo quando pensava que as coisas estavam decididas.” Ela espera que empresas financeiras permaneçam no Texas e na Flórida e “usem seu poder político” para lutar contra as leis que prejudicam as mulheres.

Até agora, a maioria dos grandes bancos não assumiu posições públicas sobre as novas restrições ao aborto. O setor tem sido cauteloso sobre a exigência de vacinação contra a Covid-19 para funcionários em locais onde autoridades criticaram mandatos. Mas a nova lei de armas do Texas interfere nos esforços do setor para promover causas sociais e sua capacidade de trabalhar com o segundo maior estado para a emissão de títulos municipais.

O JPMorgan Chase - que tem 25.500 funcionários no Texas, o maior número fora do estado de Nova York - disse que não pode fazer ofertas para a maioria dos acordos com entidades públicas no Texas por causa de ambiguidades em torno da lei. O maior banco dos Estados Unidos avalia os próximos passos, disse uma pessoa com conhecimento do assunto.

Os republicanos não parecem estar preocupados. Glenn Hegar, controlador do Texas, disse lamentar que o JPMorgan “não queira mais participar de um dos mercados de crescimento mais rápido e dinâmico do país”. Ele acrescentou que a porta está aberta para outras empresas ganharem mercado.

O Citigroup havia dito que poderia se adaptar à lei de armas, que entrou em vigor em 1º de setembro, mas voltou atrás por enquanto. Bancos devem fornecer uma verificação por escrito de que estão em conformidade com a nova lei.

Tyler Harris, que trabalhou para Wall Street antes de se tornar executivo da Moriah Energy Investments, disse que os grandes bancos foram atraídos por “um falso senso de alinhamento” com a Flórida e o Texas, onde ele mora e trabalha.

“Se você é um banco de Wall Street, e os únicos texanos que conhece vêm de Dallas, Houston e Austin - o que parece correto - então realmente não tem noção de como o resto do estado é diferente”, disse.

A recente legislação do Texas transformou o estado no “velho oeste”, de acordo com Vikki Goodwin, deputada estadual democrata que representa a área de Austin. Assim como a lei do aborto, as empresas estão preocupadas com a legislação que permite o porte de armas sem autorização, disse. Em Dallas, a lei de armas poderia limitar a competição por emissões de dívida e afetar relações de empréstimo, disse no início do ano Elizabeth Reich, diretora financeira da cidade.

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