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Wall Street despenca e fecha com maior perda em um dia desde 16 de março

Por Stephen Culp

Por Stephen Culp

NOVA YORK (Reuters) - Wall Street despencou nesta quinta-feira, conforme os investidores reagiam a novos temores de uma nova onda da pandemia e digeriam previsões econômicas duras do Federal Reserve.

Todos os três principais índices de ações dos Estados Unidos perderam mais de 5%, registrando a pior queda percentual em um dia desde 16 de março, quando os mercados foram lançados em queda livre pelos abruptos lockdowns criados para conter a pandemia.

As vendas foram generalizadas, com todos os 11 principais setores do S&P 500 caindo de quase 4% a mais de 9%.

"Não há realmente nenhum ponto de compra", disse Paul Nolte, gerente de portfólio da Kingsview Asset Management em Chicago. "É praticamente vender o tempo todo."

Tim Ghriskey, estrategista-chefe de investimentos do Inverness Counsel em Nova York, foi na mesma linha.

"Tudo está à venda", acrescentou Ghriskey.

As mortes de norte-americanos com a Covid-19 podem chegar a 200.000 em setembro, resultado sombrio da reabertura econômica dos Estados Unidos antes conseguir que o crescimento de novos casos caísse a um nível controlável, de acordo com um importante especialista em saúde.

O índice Dow Jones <.DJI> caiu 1.861,82 pontos, ou 6,9%, para 25.128,17, o S&P 500 <.SPX> perdeu 188,04 pontos, ou 5,89%, para 3.002,1, e o Nasdaq <.IXIC> caiu 527,62 pontos, ou 5,27%, para 9.492,73.

Entre os principais setores do S&P 500, energia <.SPNY > e financeiro <.SPSY> sofreram as maiores quedas percentuais, caindo 9,5% e 8,2%, respectivamente.